quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Tudo pronto!

Finalmente, tudo chegou! Na quinta-feira passada entregaram o berço e a cômoda, no sábado, antes de me me preparar para o Chá de Fraldas, busquei o kit de berço, e no domingo já comecei a arrumar tudo que era possível. Ontem chegaram os últimos itens do quarto dele. Agora é com a gente pra finalizar: temos que colocar a cortina, o lustre, o mosquiteiro e pendurar os quadros.

O quadro da maternidade rendeu um episódio a mais, pois o que mandamos fazer não me agradou nem um pouco. Ficou enorme, todo desproporcional, longe de ser como eu imaginava. Mas isso também foi resolvido nesta semana, comprando um novo e em outra loja. Este sim ficou como eu queria. Aliás, deixa eu fazer propaganda da loja aqui, fui tão bem atendida! Foi a The Baby Factory, que fica na R. Gaivota, ali naquele pedacinho de lojas que fazem conjunto com as da R. Normandia. As meninas se desdobraram em atenção e ainda vieram trazer o quadro pronto pra mim em casa no mesmo dia, já com o nome do meu baby aplicado.

No mais também não posso reclamar muito da outra loja. Tudo bem que tivemos que ficar em cima, cobrando e tocando foguinho pra que entregassem logo as coisas, mas o trabalho de bordados ficou muito bonitinho. A poltrona é meu xodó, ficou uma graça, além de ser absolutamente deliciosa e confortável.

Lembrancinhas e mala de maternidade também estão prontas! Conseguimos até aproveitar nosso Chá de Fraldas numa boa, tudo deu certo e deu tempo! Ufa!

Agora... agora é esperar!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Fotinhos!

Eu fiz um book para registrar meu barrigão. As fotos foram tiradas bem no dia do meu aniversário! Amei o resultado, fiquei super feliz de ter feito essas fotos. Temos mais de 100 delas!


Agora a difícil tarefa vai ser escolher o que ampliar!


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Sustinho

Semana passada tive um pequeno susto com a gravidez: na consulta de acompanhamento meu médico achou que minha pressão estava um pouco alta, o que inspirava cuidados e pedia exames pra afastar a possibilidade de uma pré eclampsia. Sorte que eu havia feito ultrassom antes e sabia que o Tato estava bem, pimpão e ativo, senão minha choradeira teria sido maior ainda. Sim, eu abri as cataratas do Niágara lá no consultório, porque nessas horas tudo o que passa pela cabeça é "mas o que eu fiz de errado?".

Eu não tinha feito nada de errado, são coisas que acontecem, ainda mais agora que já estou na reta final da gestação. Se ele precisasse nascer não teríamos grandes problemas, ele já está bem formado e com um peso relativamente bom, mas dequalquer forma é melhor que ainda continue aqui dentro por mais um tempo.

Tive que fazer exames de sangue e um de urina que eu ainda não havia feito nem conhecia, que detecta proteína. O legal dele é que você "ganha" do laboratório um garrafão laranja com capacidade pra 3 litros e a sua missão então é coletar toda a urina que fizer num intervalo de 24 horas. Bom, nessa altura do campeonato já perdi toda a vergonha mesmo, então nem hesito em contar que foi um tanto quanto complicado conciliar o barrigão de quase 9 meses e as manobras com o "baldinho" a cada visita ao banheiro. E foram muitas, já que o mantra do meu médico nesse tempo todo é "hidrata, hidrata, hidrata".

Mas a história fica mais legal ainda, já que eu consegui ultrapassar a capacidade do garrafão! Tive que terminar o exame no laboratório de manhã cedinho, inaugurando um novo potinho (não de 3 litros dessa vez, bem menor!)! Graças a Deus está tudo bem, nada de errado com os exames. Estou tomando um remédio pra pressão e cortei totalmente o sal da comida que preparo, assim vamos caminhando pro Tatinho nascer bem e fortinho mas ficando aqui na minha barriga por pelo menos mais 2 semanas.

Aí vem aquele momento filosófico pra encerrar o assunto: quando engravidei, imaginava que viveria um período cheio de poesia, flores, tudo tão lindo e imaculado... mas é só depois que a gente descobre que o que acontece mesmo é andar como uma pata, sentar como uma preta véia e, quem sabe, ainda ter que fazer xixi no baldinho! Ah, mas vale a pena, cada segundo!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Momento tranqueira

Olhando essa foto da Vera Fisher feita durante as gravações de mais uma novela que não vou acompanhar, senti que já tinha visto essa personagem antes... mas onde?

Então eu me lembrei!


Bernadette Bassenger, a traveca véia de Priscilla, a Rainha do Deserto!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

No tribunal

Ai, hoje passei por uma nova experiência: uma audiência no tribunal do trabalho. Bom, o fato de ter que ir lá já indica que alguma coisa sacal está acontecendo comigo. Pois é, está. Estou movendo uma ação contra a empresa em que trabalhei e que até hoje, mais de um ano depois, ainda não me pagou nenhum puto das verbas rescisórias. Nada. Neca de pitibiribas. Como eu tem pelo menos mais uns 40 na mesma situação, cada qual chorando suas pitangas.

A audiência era pra ter acontecido em junho, mas minha advogada queria citar, ou seja, chamar, mais 2 empresas. Aí a brincadeira foi adiada pra janeiro de 2009. Só que helloooooo, estarei com um filho recém nascido nos braços. Uma declaração do meu médico depois e a data foi adiantada pra 25 de novembro de 2008. Lá fui eu hoje, marido/motorista particular e testemunha de braços dados.

Primeiro tivemos o encontro no escritório da advogada pra passar as perguntas, esclarecer os pontos e tudo mais. Pra ajudar, foi bem na hora do almoço e eu não consigo comer quando tem alguma coisa me deixando nervosa. Desculpa filho, mas tudo que mamis conseguiu engolir foi o café da manhã e um suco. Depois fomos pro tribunal.

Chega lá, aquela coisa tensa, espera ser chamado, somos chamados, entra todo mundo, advogados, pessoas, juiz, coisa e tal... e descobre-se que aquelas 2 empresas tão importantes que valeram o adiamento da audiência em junho simplesmente não foram informadas sobre a mudança pra data de hoje. Ou seja, não se resolveu porra nenhuma. Mais uma nova data, agora em maio do ano que vem.

Não vou nem começar a choradeira revoltada de como tudo isso dá raiva, do sentimento de que só os pilantras se ão bem nesse mundo. Fica pra depois. Só sei que depois de lá fui matar minha fome dupla com um belo filet a parmigiana e ainda aproveitei pra visitar os quartos da maternidade em que vamos ficar.

Quem sabe até meu filho chegar à faculdade eu veja alguns cobres no meu bolso?

Terminei!

Acabei minha maratona Sex and the City! Vi tuuuuuuuuuuuudo! Sei de tuuuuuuuuuuuudo! Mas não usaria boa parte das roupas e acessórios, muito conceituais e estranhos pro meu gosto, e ainda recomendaria umas aulinhas de etiqueta para que a Carrie pare de falar de boca cheia e também de segurar o garfo feito um caminhoneiro que está batendo um rango no restaurante à beira da estrada.

Ah, vou sentir saudades! Era fabulous!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Separação


Por mais que fosse programado, planejado, esperado, não tem como não sofrer. Foram mais de 7 meses de convívio, desde antes de nascer até vê-los grandes e integrados com a casa. Por mais que eu saiba, que eu tenha a certeza de que os novos pais são, graças a Deus, pessoas que amamos e são nossos amigos próximos, o que significa que poderemos visita-los sempre, a separação dói como uma pequena morte.

Hoje de manhã eles já não estavam lá miando e me esperando colocar a ração. Não estavam lá bagunçando e me deixando louca com as coisas fora de lugar. Ninguém tentou lamber meu pão com requeijão. Ninguém tentou enfiar a cara enquanto eu ainda limpava a caixa de areia. Ninguém saiu correndo desembestado pela sala, me fazendo proteger a barriga. Ninguém tentou entrar sorreteiramente pelo quarto enquanto eu achava que tinha despistado todo mundo. Nenhum dos meus três pequenos.

A vida segue seu curso e o curso da minha Familinha Trapo não poderia ter sido melhor. Uma gata resgatada das ruas, integrada à minha família que já contava com outros 4 gatos adultos e 5 bebês que ganharam lares, amor e atenção. E consegue ser ainda melhor, porque foram adotados por pessoas próximas e eu estou sempre a um telefonema de visita-los e matar as saudades. Mas eu vou precisar de um tempo pra me acostumar a ver a casa só com gatos grandes e tranquilos dormindo pelos cantos...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008


Olha que presente ganhei do meu amor! Você é o amor de todas as minhas vidas Du! E tenho certeza que vai ser o melhor pai do mundo pro nosso Tato!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Ai que preguiça...

Tenho me comportado muito bem durante a gravidez. Não tingi o cabelo, mesmo tendo 2 metros de raízes e fios brancos aparecendo, estou me alimentando bem e em porções pequenas, diminuí o consumo de sal, parei de tomar refrigerantes, ainda que tenha abusado no começo, escolho muito bem os alimentos quando como fora e por aí vai. Só uma coisa não fiz até hoje: exercícios.

Já estava parada antes de engravidar. Fiz pilates por quase um ano mas interrompi quando saí do emprego e não retomei mais. Meu médico me aconselhou a caminhar e fazer hidroginástica. Eu até peguei autorização dele pra cair na piscina, procurei escola e maiô. Mas aí tive que ficar um pouquinho em repouso e o tempo foi passando. Agora, com 31 semanas de gestação, é que não vou mais mesmo começar a aula.

Eu poderia caminhar, mas meu medo de tudo ficou um pouco maior nesse período. Eu não tenho coragem de sair a pé sozinha pela vizinhança. Tenho receio de passar mal, de atravessar a rua e ser atingida por algum maluco, enfim, de tudo que possa acontecer de errado numa caminhada quando seu centro de gravidade e sua agilidade já não são mais os mesmos.

Não tenho encanações sobre o parto, se vai ser cesárea ou normal. Sempre que me perguntam, eu digo que vai ser o que Deus quiser, que eu só desejo o que for melhor pra saúde do meu filho e pra minha. Mas essa coisa de não ter me exercitado... essa sim tem me encanado e me dado um certo sentimento de culpa.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Mudei de opinião

Lembram da minha lista de azedume? Pois um item dela mudou radicalmente. Mudou não, teve que sair. Eu assisti o filme Sex and The City e adorei, amei, viciei.

Tenho que assumir a porção "Creuza tássissintindo" e dizer que assisti no avião, voltando de NY. Não tinha nada pra fazer, óbvio, o Du tava roncando do meu lado e eu tava acesona. Dentre as opções de filmes eu achei essa a melhor, pois não queria nada sério ou amedrontador. Aí fui assistindo, reconhecendo os locais por onde tinha passado, dando o braço a torcer e gostando das roupas e sapatos e záz, virei fã.

Quando voltei pedi a 1ª temporada emprestada pra Lu e assisti tudo numa tarde. Agora fico assistindo tudo fora de ordem quando passa no Multishow e no Fox Life, mas quero urgentemente alugar os DVDs pra ver tudo na ordem!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Complementando o post anterior, a Natura fez um material da linha Mamãe e Bebê há cerca de 1 ano ou mais em que recomendava que grávidas deveriam se manter longe de gatos, inclusive desfazendo-se dos seus.

Em vista disso, eu parei de comprar produtos da empresa. Na minha casa não entra absolutamente mais NADA da Natura. Afinal, ela é toda "abraço árvores" mas, além de falar baboseiras sobre gatos, ainda faz testes em animais.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Gatos e a gravidez

Uma das coisas que muito me estressava era pensar no tópico "Gatos e a Gravidez". Quando você pesquisa sobre o assunto, encontra as informações mais disparatadas. Eu já ficava espumando de raiva de ver como alguns médicos são absolutamente radicais de culpar os gatos, única e exclusivamente eles, pelos casos de contágio. Numa consulta que fiz na internet achei uma entrevista do Dráuzio Varella com um infectologista. O moço foi capaz de falar que só de alguém colocar a mão onde um gato ficou e depois levar à boca, já é perigosíssimo. Os laboratórios também dão sua contribuição, pois nos exames, sempre que vem a sorologia negativa, lá vem a recomendação: fique longe de gatos.

Meu médico é um pouco radical quando fala sobre a forma de contágio, mas eu até me surpreendi por ter conseguido levar a coisa com ele sem grandes dramas. Quando ele me falou que era pra evitar contato com gatos eu respondi rindo "claro, vou evitar contato com meus OITO gatos". Mas pelo menos ele nunca me recomendou a besteira de me desfazer de meus bichanos, como muitos médicos ignorantes fazem, infelizmente. Disse que se tenho os meus há anos, não havia problema.

Quando você vai conversar com veterinários, vê que a história da contaminação não é bem assim, tão simples. Eu conversei com muitos, muitos mesmo. Falei até com especialistas em gatos. O ciclo de contaminação é muito mais complicado, o gato precisa ser infectado, o que ocorre pela alimentação (leia-se: comer carne crua contaminada - Whiskas Sachet não dá toxo, tá?); daí então ele precisa colocar as fezes e as fofas devem ficar no ambiente de 24 a 72 horas. Ah, e você tem que ser porcão de deixar o cocô lá todo esse tempo e, além disso, nesse período ir lá na caixa, colocar a mão no cocô e lamber. Agora me diga, quem em sã consciência faz isso???

Eu convivo com gatos há 15 anos, todos tirados das ruas. Todos comem ração industrializada e não saem na rua, o que já reduz o risco de contágio a praticamente zero. A caixa de areia é limpa com uma pá, sem contato com a mão. Depois da limpeza eu não chupo o dedo, eu lavo as mãos!! Praticamente ao engravidar adotei minha linda Zazá, direto da rua e esperando 5 bebês - talvez a coisa mais arriscada que fiz nesse período. Meus exames estão negativos até hoje.

Além disso, a toxoplasmose pode ser contraída em verduras mal lavadas e carnes contaminadas e com essas sim, devemos ser xiitas. Eu sou fundamentalista, uma extremista nesse aspecto, nem limão em rodela eu peço mais nas minhas bebidas quando como fora porque, se eu ficar doente, tenho certeza vão falar que é por causa dos gatos, quando eu vou saber que vai ser por alimento mal preparado. Parei até de comer salada fora. Coisas não cozidas só como em casa, e quando EU preparo.

Falando nisso, o tal médico do início do post fala sobre o perigo encostar a mão onde estava o gato. Mas nem ele nem nenhuma outra fonte que eu consultei fala qualquer coisa sobre uma mulher grávida manusear carne crua. E então bonitão? Deveria ser tão perigoso um quanto o outro, certo?

Coerência e conhecimento vão bem né? Por isso, digo de coração (e experiência própria) que gravidez e gatos convivem muito bem, obrigada!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Panic!!

Por mais que a gente pesquise livros e sites ou assista programas de TV uma coisa não tem jeito, absolutamente: a gente só entende realmente cada etapa da gravidez passando por ela. Seja quando senti pela primeira vez as tais contrações de Braxton Hicks, das quais tinha ouvido falar pela primeira vez num episódio de Friends, ou seja na hora de começar a arrumar as coisas porque, definitivamente, o bebê vem aí!

Junto com tudo isso vêm os episódios de pânico. Eu já tive uns 4. São momentos em que você se depara com algum fato e simplesmente paralisa, não consegue mais pensar, raciocinar, só tem vontade de chorar e ficar dando voltas feito o urso de um desenho do Pica-Pau. O primeiro mais forte foi quando caiu a ficha de que a casa estaria longe, muito longe de estar pronta até o Tato nascer. Até então eu não me preocupava muito com detalhes de decoração do quarto do apartamento pois imaginava que, àquela altura, estaria definindo a decoração do quarto dele na casa. Com o ataque, tudo o que se passava pela minha cabeça era que meu filho dormiria no carrinho, suas roupinhas ficariam em malas e eu era definitivamente a mãe mais desleixada do Universo. Foi preciso minha irmã falar que era só montar o quarto provisório dele no apartamento e que os móveis seriam os mesmos que eu levaria depois pra casa pra eu finalmente dizer "aaah.... é mesmo!". Mas não sem antes ter outro mini ataque e falar - aos prantos - com o Du, achando que ele não concordaria, e dizer que eu queria um quarto provisório mas bonitinho, com cortinas! Claro que com cortinas! Imagina se o Du não concordaria?

Depois disso o outro ataque de pânico, esse num grau um pouco mais leve, foi ao pensar na data do Chá de Fraldas. Até lá eu estarei de 36 semanas, o que significa que na semana seguinte ele já será considerado pela OMS um bebê plenamente apto a vir ao mundo. Pára tudo!! E se ele nasce antes?? Não, eu quero um Chá perfeitinho, com tudo pensado, bonitinho, dentro dos padrões das mais respeitadas socialites que saem no Glamurama! Cheguei a perguntar até pra médica que faz meus ultrassons sobre a data escolhida e ela disse que tudo bem, minha gravidez é tranquila, está tudo indo conforme o esperado. E o mais esperado é que ele fique bem confortável aqui dentro, se desenvolvendo bonitinho pra sair só quando for o dia certo, o que significa que isso deve acontecer DEPOIS das 37 semanas.

Mais um ataque leve, dessa vez por causa de uma vendedora da Vanessa Guimarães que achou que noooooooooooooooooossa, mas você está vendo os móveis só agoraaaaaaaaaaaaa? Pronto, fodeu, lá vem de novo a certeza de que eu sou a mãe mais desleixada do mundo, que "esquece" de montar o quarto dele. Dessa vez eu tive a sorte de ter ao meu lado uma grande amiga que me acalmou na hora e mais a vendedora de outra loja que disseram que não era nada disso. Verdade mesmo, absurdo é o preço que essa loja cobra e o prazo que pedem pra entrega! Os maiores que vi até agora. No final das contas, a dona de uma outra loja me disse nesta semana que eu estou bem organizada, pois geralmente as mães fazem suas encomendas mais tarde.

O último ataque foi hoje. Estava até então calmamente pensando nos meus preparativos, visitando lojas e me programando pras compras que ainda faltam quando recebo meus boletins informativos com tudo o que está acontecendo nesta 29ª semana de gestação. Um deles foi o culpado.

O primeiro susto do maledeto boletim veio com a seguinte informação: "AGORA FALTAM SÓ 11 SEMANAS!". Preciso esclarecer que o susto foi substancialmente pontencializado por causa de algo ocorrido minutos antes, quando, ao organizar a papelada do escritório, me deparei com uma carta do meu médico me autorizando a viajar para o Chile quando estava na 18ª semana, ou seja, 11 SEMANAS ATRÁS!!! MEU DEUS!!! ISSO PASSA MUITO RÁPIDO!!

O segundo susto formador do 4º ataque foi uma singela frase, que mais parecia uma bronca dada pela madre superiora do colégio interno: "...a mala da maternidade, que, a esta altura, já deveria estar pronta." Pude até ouvir a entonação de desaprovação e condenação, a ênfase no DEVERIA, e juro que também escutei um "sua desleixada , negligente" no final. Pronto, mais um ataque formado. Só que dessa vez sem ninguém por perto pra me acalmar, umas lagriminhas até começaram a escorrer. Nem ninguém pelo MSN. A calma veio umas horas depois, ao falar com outra amiga e ela me confessar que a mala dela só ficou pronta uma semana antes. E eu nunca a considerei ou vou considerar negligente ou desleixada! Isso acontece com todo mundo!

E olha, é tanta coisa que a gente tem que ver... agora tenho que escolher onde vou fazer o tal curso para gestantes. Não bastasse ter que fazer, a gente tem que pagar e escolher entre diferentes opções! É curso intensivo, semiintensivo, rápido...

Vamos em frente, dando umas voltinhas de um lado pro outro de vez em quando!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Deu tilt

Não sei se estou ficando lelé ou se é culpa do cansaço por ter ficado ontem até às 3 da manhã lavando as roupas da viagem e arrumando as coisas. Só sei que fui fazer um bom e velho arroz e joguei as cascas do alho na panela com óleo. Quando me dei conta, tirei as melequinhas de lá, joguei fora e expremi o alho descascado. No lixo.

É melhor eu não me atrever a sair de casa dirigindo hoje.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

News from NY

A cidade é uma loucura! Estamos num hotel na Lexington Ave. com a 51st Street, muito bem localizado. O trânsito é insano, os motoristas de táxi buzinam pra tudo, param em cima da faixa de pedestres, aceleram para passar o farol amarelo mesmo que isso signifique vão fechar o cruzamento. Tudo isso sem o menor sinal de multas.

Também não é difícil tomar táxis, são muitos, muitos mesmo, rodando pela cidade. Conseguimos pegar facilmente mesmo quando estávamos atolados de compras da Babies R Us, o que inclui uma caixa gigantesca com o carrinho do Tato. Esse menino, aliás, já está cheio de roupinhas lindas, a preços muito bons. Não consegui achar algumas coisas, viram tios e tias! Se quiserem dar presentes, comprem macacões RN e 0 a 3 meses e calças de malha, também nesses tamanhos. De resto, achei uma profusão de bodies, conjuntinhos, calças jeans, camisas, bermudinhas. Até roupinhas Calvin Klein e Ralph Lauren esse menino chique tem!

Está um calor absurdo na cidade, principalmente hoje. Saímos hoje cedo para fazer um programa típico de turistas - visitar a Liberty Statue. Fomos num horário ótimo, cedo, para evitar muita muvuca. Depois de lá passeamos pela Wall Street (sim, tirei foto no touro!) e almoçamos em Times Square. Enfrentamos uma fila enorme para conseguir ingressos para a Broadway no posto da TKTS, que vende a preços bem reduzidos para o mesmo dia. A desvantagem é que você fica sujeito a não conseguir exatamente o que queria. Eu, por exemplo, tinha como primeira opção Mamma Mia, mas estava totalmente sold out. Consegui minha segunda escolha, Mary Poppins.

Ah, mas tem muita história pra contar, desde a saída de São Paulo! Por enquanto é isso, incluindo o babado que eu jantei no Pastis na terça-feira e na mesa ao lado estava esse moço abaixo.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Tudo azul

Novidades do último ultrassom. Agora diz a ala médica que eu terei um meninão. No último exame a aposta era uma menina, mas sem certeza. Dessa vez, a médica começou achando que era menina, mas quando viu aquela protuberância de fartos 10 mm, pareceu convicta de que é um rapazito mesmo!

Vou ter 2 homens na minha vida, a me mimar e proteger!

Ah, lógico, por isso agora no blog, tudo azul! Bem, aguardemos os próximos exames!

sábado, 26 de julho de 2008

Dia da Vovó

Hoje é Dia da Vovó, e também seria o dia do aniversário da minha avó materna.

Nunca tive avós. Quando eu era pequena, meu avô materno era vivo, mas minha mãe nunca se deu com ele, por isso não tivemos contato. Pra ser sincera, eu tenho uma única lembrança dele sim, daquelas que a gente era tão pequeno que hoje não sabe se é de algum sonho ou se foi verdade mesmo. A gente deveria estar em alguma festa da família e a imagem que eu tenho é de estar abraçando meu avô pelas pernas e olhando pra cima, de tão pequena que eu era. Acho que essa foi a única vez que o vi.

Mas enfim, volto à minha avó. Acho que por ter sido criada mais próxima da minha mãe, e então por ouvi-la sempre falar da mãe dela, tenho um sentimento mais forte pela minha avó Albertina. Ela também foi uma mãe para o meu pai, que perdeu a sua muito cedo. Vó Antonina morreu quando meu pai tinha apenas 16 anos; já havia perdido o pai aos 4.

Hoje faz 41 anos que ela se foi e no meio da manhã me lembrei disso e me peguei chorando. Lamentei não ter pensando antes em combinar com minha mãe de ir a Jundiaí deixar flores no túmulo dela e dizer "olha vó, também vou ser mãe!". Não sei explicar, em todos esses anos eu nunca me senti assim nesse dia, na maioria das vezes nunca lembrei. Deve ser uma daquelas coisas que a gente não explica, só tenta. Minha tentativa de explicar é que quando ela morreu, minha mãe estava grávida de minha irmã com mais ou menos o mesmo tempo que eu estou. O sentimento e a memória devem estar rondando por aí e me acertaram em cheio, nesse período de tanta sensibilidade.

Benção vó! Feliz Dia da Vovó!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

É Sófocles

Essa chamada da Folha parece briga de tragédia grega:

Heráclito entra com representação contra Protógenes por vazamento da investigação

Outro vídeo da Solange, a gaga de Ilhéus

Pelo jeito ela vai se tornar ré ré ré ré ré ré ré ré ré repórter da co co co co co co co co co co co co co co comunidade! E cá entre nós, prefiro ela do que o chatôncio alucinado do Márcio Canuto.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Eu achava que assim que a notícia da gravidez se confirmasse, o mundo ficaria cor de rosa, cheio de pôneis, unicórnios e ursinhos carinhosos me abraçando e colocando travesseirinhos fofos por onde quer que eu passasse. Achei que eu iria emanar uma luz toda especial, me deixando mais bonita que a Angelina Jolie (sempre ela) e a Ana Paula Arósio juntas. Achei que eu passaria a ser uma pessoa bondosa, caridosa, generosa, irrepreensível. Não sei de onde achei de imaginar tanta coisa sem fundamento.

Apesar de não ter me esvaído em enjôos matinais, tenho lá meus episódios de "huuuuuuuuuugos" na hora de escovar os dentes. Tenho as alterações de humor que me transformam ora em uma chorona compulsiva, ora em uma bitch irritante. Luz? Que mané luz. O eterno cansaço me deixa com olheiras e aqueles zóios de quem vai despencar de sono a qualquer minuto. Meus cabelos já estão com quase 3 dedos de raiz grisalha, uma vez que sou praticamente o Richard Gere em termos de cor de cabelo. Pra ajudar, eu tive que colocar aparelho fixo de novo, pra ver se dessa vez acertam meu sorriso.

Já estava fora de peso antes de engravidar. Menos mal que nesse primeiro trimestre me controlei e não ganhei nada a mais. Mas não eram esses meus planos lá atrás, aqueles que não consegui cumprir. Não vejo a hora da barriga crescer e não haver mais dúvidas sobre meu estado. É filho? É muito arroz e feijão? É barriga d'água?

As pessoas em volta, algumas, continuam sendo escrotas. Continuo ansiosa, nervosa, estressada. Penso 479.000 vezes antes de dirigir e sempre me benzo ao entrar no carro que é pra não passar nervoso nem qualquer perigo.

Mesmo assim, algo me diz que no final das contas eu vou me achar a pessoa mais especial de todas as galáxias, porque alguém, mesmo com meu cabelo tricolor, meu aparelho e meu peso seja ele qual for, vai me fazer sentir a mulher mais amada do mundo e vai sempre querer meu colo!

Mais um ultrassom

Na semana passada fiz mais um ultrassom, o temido e ansiado ultrassom morfológico. Temido porque é nele que se fazem as primeiras medições no bebê para verificar se há indícios de alterações genéticas. Uma das avaliações é a da Translucência Nucal: o médico mede uma pequena distância na nuca do bebê. Se a medida estiver fora do padrão, pode indicar uma alteração como a da Síndrome de Down, por exemplo. Uma vez que a medida esteja dentro do esperado, diminuem-se as chances de que o bebê tenha algum problema.

Eu procurei não pensar muito nisso nos dias que antecederam o exame, afinal de contas, o que eu poderia fazer? Pedir pra trocar? Dar ctrl+z? Era melhor deixar pra pensar somente quando necessário, se necessário. Minha sorte é que faço os exames com a esposa do meu médico. Adoro ele de paixão, um cara que está sempre disponível pra qualquer dúvida 24 horas por dia, qualquer dia da semana e que não fica botando medo sobre nada. Pois bem, já cheguei falando pra ela que estava super ansiosa, e ela foi me acalmando.

Comecei o exame e lá estava o bebê, todo serelepe, mexendo bracinhos e perninhas, virando, dando piruetas. Eu comecei a me desmanchar em lágrimas, estive a ponto de começar a soluçar. É incrível essa sensação, pois nesse período da gravidez (12ª semana), as alterações externas e internas são mínimas. Meus seios estão maiores (para orgulho da minha torcida masculina, ou seja, o Du!), minhas calças estão quase começando a ficar apertadas e... só. Não sinto a movimentação aqui dentro. Quem me olha pode achar no máximo que comi muito arroz e feijão, já que não estava nenhuma Angelina Jolie antes de engravidar. Mas tenho me sentido tão bem que muitas vezes esqueço que estou fabricando um bebê.

Por conta disso, quando vejo a pessoinha que está dentro de mim no monitor do médico é muito emocionante. É como se me falassem "olha lá, é verdade mesmo, você vai ser mãe! Mãe!".

Emoções à parte, o lado mais cômico da história é eu tive que ficar mais de uma hora fazendo o exame, já que a médica precisa captar a imagem numa condição que permita a documentação, ou seja, que dê pra medir tudo direito e registrar! Só que o bebê mexia, mexia e mexia, mexia mais. Quando parecia que daria pra fazer uma medição, nada. E eu lá, half naked, num frio danado, fazendo um ultrassom endovaginal e de bexiga cheia. Tive que pedir penico, literalmente!

Mas tudo vale a pena, a gente nem liga mais pra tudo que teve que passar quando aparece a imagem na tela!

terça-feira, 17 de junho de 2008

O mané do pernil

No último sábado fui na festa junina da escola dos meus sobrinhos mais novos, que fica aqui em Moema. O colégio foi bem nas últimas avaliações e saiu na reportagem dos melhores colégios de São Paulo. Isso é muito bom. Mas essa boa colocação causou um fenômeno que eu até então desconhecia: a invasão dos idiotas que acham que dinheiro substitui educação - aquela de bom dia, por favor e obrigado.

Explico: estava eu comprando cachorro quente na cantina quando chega ao meu lado um desses caras, fantasiado de pitboy, com roupas que tinham estampadas todas as grifes. O bonitão, no auge de sua supimpa posição social, pede um saduíche de pernil. O atendente pede desculpas e diz que não tem, vai sair uma nova leva. O pimposo pergunta quanto tempo demorará a chegar o pernil. O atendente responde educadamente que não sabe, infelizmente. Ao que o cotonete de King Kong responde, com toda graça que lhe é peculiar: "PORRA! CARALHO! COMO NÃO SABE?". Eu olhei pra ele, olhei pro mocinho, incrédula. Toda essa falta de educação por causa de um sanduíche de pernil de uma festa junina de escola infantil??

Depois eu vi o cidadão junto com a esposa que, affff, parecia qualquer coisa menos uma pessoa que é o que eles acreditam ser. Não vou nem adjetivar a cara dela, só vou falar que o cabelo era loiro vatapá, como aprendi com minha amiga Amanda recentemente. E ela parecia ter uns bons anos de experiência.

Quando contei o episódio pra minha irmã ela me disse que a boa avaliação da escola trouxe esses sujeitos mesmo, que têm grana mas esqueceram de buscar eduação, e que ela até chegou a conversar com a diretora da escola sobre isso. Felizmente, a diretora disse que a conduta da escola é não aceitar respostinhas dos mini manés-pernil do tipo "mas na minha casa eu não faço assim".

Antes disso, na mesma fila do cachorro quente, havia uma funcionária da limpeza da escola na minha frente. Perguntei se ela sabia o preço do sanduba e ela na hora foi ver uma tabela que estava ali perto e me falou. Quando voltou pra fila, ao invés de voltar pro lugar dela à minha frente ela foi pro final. Eu disse não senhora, pode voltar aqui, você estava na minha frente e não vai perder lugar!

Fiquei pensando se a moça era muito maltratada para ter uma atitude dessas, tão submissa. Fiquei com pena, pensando em quantos sapos como o do pernilzento que ela não deve ter que engolir quietinha, com medo de perder o emprego. Infelizmente o mundo está cheio de pessoas arrogantes, mal educadas e agressivas, cada vez mais cheio. Isso me deixa muito triste, fico com temor pelo mundo que meu filho vai encontrar, e até me perguntando se eu devia mesmo trazer ele pra esse lugar.

Mas daí eu me lembro porque quis tê-lo: quem sabe não é ele uma das pessoas que vai fazer a diferença pra que este mundo se torne um lugar melhor?

quinta-feira, 5 de junho de 2008

There is an angel growing peacefully

Tenho colecionado algumas músicas especiais para este período de gravidez. Umas são indicações de outras grávidas que acabei tomando emprestado, outras eu fui descobrindo ao acaso, como esta da Colbie Caillat.

Ouvi pela primeira vez por acaso, quando meu iPod estava no shuffle. Eu estava fazendo algo na cozinha, a música começou a tocar na sala e eu parei. Fui até a poltrona que fica ao lado do aparelho de som e chorei, chorei, chorei.



O choro nesse período é uma constante. Não posso ver a propaganda da Philips em que aparece o recém-nascido na incubadora que já começo a me esvair em lágrimas também.

Amanhã, vai....

kitten
more cat

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Mommy to be!


O Du até estranhou por eu não ter escrito nada até o momento, mas confesso que não sei o motivo exato que me desanimou de publicar aqui que vou ser mami. Não sei se é um instinto de proteção sem explicação ou simplesmente falta de vontade de escrever aqui.

Eu já comentei antes minha frustração por este ser um blog sem muito propósito, apesar de ter tentado fazer algo voltado para o azedume. Até que outro dia, indo de blog em blog, vi a descrição de um que era " apenas um blog, como outros blogs". Foi bom porque eu desencanei um pouco e resolvi adotar a mesma filosofia. E agora com o baby a caminho, é claro que não vou fazer posts azedos sobre o assunto, no way! Nada de bile!

Só que eu também não pretendo fazer dele agora um blog sobre gravidez, com dicas e sugestões para os 9 meses de gestação. Eu ainda estou perdida, tentando achar algum livro sobre o assunto, mas confesso que não sinto muita vontade de sair devorando milhares de livros e revistas que vão explicar o que acontece a cada dia e depois contar aqui se é assim mesmo. Acho que vou falar sobre algumas experiências, coisas que forem acontecendo, mas sobre outros assuntos também. Isso quando eu criar vergonha na cara e sentar pra escrever né?

Por enquanto fica aqui que estou na 9ª semana, meu filho mede lindos 20 mm e tem um coraçãozinho que bate a mil! Ontem eu "ganhei" um ultrassom de presente do meu médico e fiquei com o coração partido porque o Du não estava junto e não pôde ver. Mas eu disse pra ele que nosso filhote recitou um versinho pro papai que é assim:

"Mamãe é uma roseira que o papai colheu
Eu sou um botãozinho que a roseira deu!"

Gatinhos xaropes

cat

O site tem várias fotos fofas de gatinhos em poses estranhas.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Além do mau gosto

Quando eu achava que Oliúdi era o mais fundo que o fundo do poço podia chegar em termos de nomes absolutamente ridículos de jogadores de futebol filhos de pais com parafusos a menos, eis que em 2 dias me deparo com 2 nomes que vão além do que se considerava o limite:

- Keirrison, atacante do Coritiba;
- Maicosuel Reginaldo, do Cruzeiro.

Veja bem, não basta ser Maicosuel. Tem que ser MAICOSUEL REGINALDO. Que som os pais deles estavam tentando imitar com essa combinação absurda de letras? O de "Michael is well"?

Aposto que meus amigos futebolistas serão capazes de me surpreender com uma lista de nomes ainda mais absurdos que esses.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

O Te dou um dado? fez um post igual ao abaixo. E vieram depois mesmo, é só ver os horários dos posts! Mas também, essa chamada era piada pronta mesmo.

Loucura, loucura, loucura!


Gente do céu, e quem traça o perfil dele? Olha a cara do cara!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe

Já tentei ter uma comunidade no Orkut chamada "Toda uninanimidade é burra" - frase de Nelson Rodrigues. O mesmo autor de "Toda nudez será castigada" - acho que o tio tinha um caderno com vários "Toda..." e depois ía completando os pontinhos. Perdi o saco de ter comunidade depois que uma anta resolveu participar muito ativamente.

Enfim, isso me veio na cabeça porque eu andei pensando em muitas coisas que há por aí e que eu não tenho a menor vontade ou paciência de conhecer, notícias que eu me recuso ouvir. Não, eu não sou um exemplo de ser individual que vive sua idiossincrasia, looooooooooooonge disso. Afinal, eu acabei de baixar o CD Hard Candy da Madonna, que mais da metade do planeta já deve ter. E faço minha escova progressiva e minhas luzes pra ficar igual a todas as outras mulheres. É que eu ando meio azeda e pensando em fazer jus ao nome desse blog. Então vamos lá.

- Não, não gostei do CD da Madonna. Todas as músicas parecem iguais e são chatas;
- Nunca ouvi essa bosta do Cansei de Ser Sexy. Acho esses caras uns malas, só de ver foto deles posando de "suuuuuper indies" me dá vontade de dar um soco. Aposto que ouvem Calipso. E adoram;
- Odeio novela. Qualquer uma. Não assisto porra nenhuma da TV aberta. Casseta e Planeta está na minha lista de programas estúpidos e sem graça. Aliás, o que eles estão fazendo no ar ainda? Alguém assiste? Já vai longe o tempo em que algum amigo vinha perguntar "cê viu o Casseta ontem?" (não pensem em respostas pornográficas, por favor);
- Não, não vou comentar o caso Isabella;
- Odeio McDonald's, Burger King e afins;
- Me enchi de Lost. Nem vi quando começou a temporada nova. A chamada diz que o seriado traz respostas - foda-se, eu já esqueci as perguntas mesmo;
- Cantoras neo MPB como Céu, Mariana Aydar, Vanessa da Mata, Maria Rita e afins podem se dar as mãos e ir tentar achar o Padre Adelir. São chaaaaaaaatas...
- Tenho orgulho de não saber quem é quem dos Big Brothers;
- Nunca assisti Sex and the City e nem pretendo mudar isso.

Essa lista tende a crescer infinamente.

Frase

Ouvi essa frase hoje de manhã na 97FM e adorei: "mulher de amigo meu é que nem muro alto - a gente morre de medo mas trepa".

Eu fico puta

Mas que saco essa nova modalidade de spam. Eu fico animada achando que algum amigo escreveu um comentário pra mim e quando vou ver, é um cornoviadofilhodumaputalazarento que fica mandando link de merda.

Vão tudo tomar no cu seus cocozentos.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Momento Ohm que cuti do dia

Mini Alvinho numa soneca tão fofa que dá vontade de pega-lo, fazer uma bolinha e guardar no bolso!

A linda mamãe da garotada, em plena forma uma semana depois de ter dado à luz os 5 bebês.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Crescendo!

É impressionante como noto diferença nos filhotinhos da noite pro dia! Sem brincadeira, cuido deles* antes de me deitar, geralmente às 22:30, 23:00, e, logo pela manhã, quando vou vê-los, acho que já cresceram mais!

Estão rechonchudinhos, fofinhos e maiores! Nasceram 5 dias atrás e já têm um álbum com 123 fotografias, pois é impossível vê-los e não correr buscar a máquina pra registrar mais uma pose fofinha. Olhem só!


O "Mini Toti" e o "Mini Alvinho" - veja como são parecidos como os originais!


"Mini Tininha" mostrando a língua pra foto

Todos os Mini Bichos Pança (by Bolly's Inc.) numa nana bem preguiçosa!

*Justiça seja feita: quem cuida - e muito bem! - deles é a Zazá, que tem se alimentado direitinho, tomado vitaminas e está cheinha de leite. Eu cuido mesmo é dela, levando comidinha, limpando a caixa de areia e fazendo cafuné, já que ela adoooooooooooora um colinho. E é tão linda, tão fofa, que deixa a gente mexer com os filhotinhos e nem liga.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Uhuuuuuuuu


You are The Wheel of Fortune


Good fortune and happiness but sometimes a species of
intoxication with success


The Wheel of Fortune is all about big things, luck, change, fortune. Almost always good fortune. You are lucky in all things that you do and happy with the things that come to you. Be careful that success does not go to your head however. Sometimes luck can change.


What Tarot Card are You?
Take the Test to Find Out.

O nascimento

Conforme prometido, a história e as fotos. Na quinta-feira chegamos à noite, bem tarde, vindos de um evento. Como rotina, fui cuidar da Zazá, colocar mais comida, ver sua caixinha de areia e ficar um pouquinho com ela. Tudo normal como sempre; ela toda doce, faminta e carinhosa! Tudo certo, fui dormir.

No dia seguinte me levantei e fui vê-la. Minha patota estava de prontidão na porta do quarto dela mas eu nem estranhei, pois sempre fica um de plantão por lá. Quando entro, vejo a fofa numa casinha de espuma que chamamos de "cogumelo", com cara de "opa, aconteceu alguma coisa" e ouço miadinhos altos e insistentes. Quando vou olhar lá estão todos eles, nascidos e já cuidados!

Fiquei mais boba do que já sou, não sabia se chorava, corria ou ficava lá vendo aquelas coisinhas lindas e muito pequeninas! Fui chamar o Du que levantou num salto e já começou a fazer as primeiras fotos.

Zazá e sua prole, na caminha-cogumelo que serviu como sala de parto!

Nasceram 5 bebezitos e ainda não sei se são machinhos ou feminhas, como diria sem querer querendo o Chaves (pelamordedeus, não o Hugo!). Só um veterinário pode identificar nesse momento! Fiquei chateada por achar que a Zazá precisou de mim e eu estava lá, bela e folgada dormindo. Mas ela fez tudo sozinha e está suuuuuuuuuuper bem, se alimentando e cuidando direitinho deles, que têm mamado bastante!


Hora do "mamá"!

Os irmãozinhos reunidos

Já com 2 dias de vidinha boa!

Ui! Ainda num cuntigo abi o oio!


sexta-feira, 4 de abril de 2008

NASCERAM!

São cinco lindos bebês! Mãe e filhos passam bem!

Em breve fotos e mais detalhes!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Mudou de nome

Em uma super democrática decisão autoritária, decidi mudar o nome da nova fofa do pedaço. Assumindo que eu sou quase a Angelina Jolie dos gatinhos de rua, (re)batizei a pequenota como:

Zahara Shiloh Reis Sanches.

Para os íntimos, Zazá.

segunda-feira, 31 de março de 2008

A família cresceu!

Pois é minha gente. Neste final de semana o clã dos Reis Sanches ganhou um novo membro! Vinda diretamente das ruas de São Paulo, apresento Alfreda Berrini Reis Sanches. O nome ainda não me agradou muito, mas por enquanto é este - aceito sugestões, dentro dos padrões Legs e .(edu de nomes de pets. Agora vamos aos detalhes do caso!



Sabadão, eu e o Du saímos para visitar algumas lojas de carros. A primeira (e única) parada foi em uma agência na Berrini, perto da Av. Água Espraiada (não, não vou chamar de Roberto Marinho - ô mania de mudar nome de vias já tradicionais só por causa de mais um mortinho. Vai dar nome dele em rua nova, catzo!). Chegamos lá, fomos ver os carros, coisa e tal, e caminhamos até a parte de escritório. Eis que surge a fofita, vinda do terreno ao lado, e se senta calmamente na porta do lugar. Eu já fiquei com meu coração na mão, com medo de que alguém da loja fosse expulsá-la de lá. Nem quis saber mais PN de carro, fui fazer carinho nela.

Na saída o Du perguntou se ela era de lá da loja. O cara já me manda um "eu não gosto de gatos, ela apareceu aí" e eu fui ficando daquele jeito, quem me conhece sabe. Entramos no carro e fomos embora, eu num desespero interno, pensando nela ali, faminta. Nem ouvia o Du falando dos carros...

Eu estava já aos prantos, o Du olhou pra mim e, mesmo sabendo a resposta, perguntou: "quer voltar lá e pegar a bichinha?". "Snif, snif! Quero!". O que mais me vinha à cabeça era uma propaganda que diz "se você não pode fazer tudo, faça tudo que pode". Eu tinha em casa um quarto onde podia deixa-la confortável, segura, com comida, banheirinho, como iria deixa-la pra trás se foi amor à primeira vista?

Voltamos pra casa, peguei a caixa de transporte e um envelope de Whiskas sachet pra facilitar a "captura"! O Du estava preocupado de não encontrarmos mais ela, mas eu tinha certeza de que ela estaria lá me esperando. Chegamos (o caminho parecia ter 500km) e lá estava ela! Ficou alucinada pra comer o bla bla bla Whiskas sachet, mas até que desconfiou de entrar na caixa.

Desde sábado está em casa, toda fofa, carinhosa, ronronando e... em contagem regressiva pra ter seus filhotes! Ela está beeeeeeeeeeeeeeem grávida! Logo mais vou pedir a ajuda dos meus amigos pra doarmos os bebês. Quanto a ela... eu acho que não consigo me separar mais!


Freda e sua pança, com uns 5 ou 6 gatitos. Você tira a gatinha da rua, mas não tira a rua da gatinha! Ela tem caminha, cobertor, lençolzinho... mas A-D-O-R-A mesmo é a caixa de papelão!

quarta-feira, 19 de março de 2008

Listen to the music



Antes de me atentar aos fatos, eu ouvi essa música no Slava Snow Show. Depois ouvi de novo no filme Mais Estranho que a Ficção. Nesta semana eu comentei sobre o show com minha amiga amada super poderosa Pri e ouvi um trechinho dela no site do Slava. Ontem eu vi o filme de novo e caiu a ficha. Então pude procurar a música.

Adoro. Ela é meio estranha, meio fantástica, meio antiga. Sabe quando parece música de sonho? Adoro.

sexta-feira, 14 de março de 2008

I have a bad case of diarrhea

Eu estava pensando, meditando, analisando alguns assuntos sobre os quais escrever hoje, absorta num mundinho sério e engajado, numa vibe Vila Madalena. Fui com meu potinho de sementes de girassol descascadas para o escritório e comecei a clicar, navegar, fuçar e acabei no site Papel Pop, que inspirou a paródia (já finada e citada) Papel Pobre. Nem vou dar o link porque esse site é bobo e tem cara de lancheira, mas foi lá que eu achei exatamente o oposto do que eu esperava de inspiração.

Achei um programa que ensina inglês para japoneses. Bizarro! Inacreditável! Non sense total! Eles encenam um assalto a uma neusa indefesa em um cenário mais pobre que o da Praça é Nossa, com uma musiquinha de teclado da Galeria Pagé (sim, eu vi em algum lugar que o pajé deles é com G). De repente, corta a cena para 3 neusinhas em roupas de aeróbica, vindas direto dos anos 90, que começam a dançar como aluninhos de primário na apresentação de final de ano da escolinha do bairro e a falar a frase da vez em inglês! Não acredite em mim, veja o vídeo!

Depois de assustar meus gatos com as gargalhadas que dei sozinha e ingenuamente crente de que nada seria pior que isso, vejo outro vídeo dessas aulinhas, dessa vez com o tema "tô passando mal" e uma coreografia meu pintinho amarelinho do Gugu. Olha. É de lá que vem o título do post.

Depois desse descobri o vídeo que 3 americanas fizeram como sátira ao primeiro. Também muito bom!

Me deu vontade de fazer uma também!
Spare me my life! Spare me my life! Don't fuck me in the ass! Don't fuck me in the ass!

terça-feira, 11 de março de 2008

À mulherada amiga do meu coração

Bem, eu perdi/passei o dia inteiro hoje lendo os arquivos do Te dou um dado? Se alguma coisa me valeu nos tempos em que trabalhei em produtoras e agências web foi aprender tags de HTML e "ler" URLs pra conseguir acessar o que seria quase inacessável. Pois bem, Tico, Teco e Chiquinho (meus três neurônios) deram-se as mãos e eu consegui ler os arquivos dos meses que faltavam.

Eis que eu vi esse post. Sério. Olha isso. Daí eu me revoltei pelo tanto de compréquiço que esses photoshop filho duma égua têm acumulado nimim esses anos todos.

Então vamos comer um Big Mac com bastante gorduuuuuuuuuuuuura pra celebrar.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Te dou um dado?

Aos fãs do falecido Papel Pobre, uma ótema descoberta: Te dou um dado?

Clica que é bom.

Pena que sumiram os links do arquivo, eu tava me divertindo tanto nesse final de semana fuçando tudo!

Mutirão de Pintura

Sábado foi dia de muito trabalho. Fizemos um mutirão e fomos pintar o canil do Batalha Animal. Além de questões estéticas, afinal, nunca é demais deixar o lugar mais bonitinho, a pintura é importante para afastar bichos, principalmente carrapatos.

Acordamos cedo, nos esfolamos das 10 às 16 horas, ficamos cobertos de tinta dos pés à cabeça, mas foi uma delícia! Acabei me apaixonando por vários cãezinhos de lá e fiquei morrendo de vontade de me mudar pra uma casa pra poder adotar alguns - em especial o Tico, que morre de medo de tudo e de todos, o Floquinho, que é cegueta e feliz da vida e o Meninão, que com todos os seus 55 quilos é o cão mais doce do mundo. Olhem as fotos!












Eu, Lu e Wendell, no pedaço em que foi praticamente uma aventura selvagem trabalhar: estava cheio de aranhas por lá, e infelizmente uma delas acabou toda pintada de verde :o(















Leo e Carla: esses são meus ídolos, são vegetarianos de não comer NADA de origem animal. Nem leite. Nem ovos. Ah, como eu queria ser assim. No mínimo presunto eu tenho que parar de comer, acho porquinhos tão lindos. É incorreto de minha parte gostar de cães e gatos e comer bois, porcos e frangos.















Cu(nhadão) e Cu(nhadinha), já sujinhos dos pés à cabeça!















Meninão e eu! Ele é lindo, fofo, maravilhoso, me APAIXONEI! Já ele devia estar meio de saco cheio de mim, olha a cara dele!













Fiona dando sua contribuição ao trabalho de pintura. Seu amigo ao lado não escapou dos respingos de tinta!















Ufa, cansamos! Mas no próximo final de semana tem mais!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Coisas de São Paulo

Saí agora à tarde para comprar caixas de embalagem para minha encomenda de sexta-feira (aos que não sabem, estou de carreira nova: doceira!). Como é aqui perto de casa e eu estou sem carro, fui a pé. No caminho passei por dois buffets infantis, que já estavam recebendo todo o material de decoração.

Na ida ajudei a resgatar um grupo de bexigas que queriam fugir e até "atacaram" uma mulher que passava pela calçada. Na volta ri sozinha ao ver que a viatura que eu imaginava ser da polícia era, na verdade, uma patrulha do Power Rangers, dirigida por um deles devidamente caracterizado - de capacete e tudo - cheia de crianças a bordo, chegando à festa.

Coisas que a gente não imagina mas só vê aqui nessa cidade! Pelo menos eu acho!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Master Pérola da Semana (que apenas começou)

A fofa e inocente atriz Rosane Mulholland, filha dele mesmo, o reitor dos R$ 470 mil em decoração, deu entrevista à jornalista Monica Bergamo sobre o caso do papi.

Entre outras pataquadas, saiu-se com essa que fez a alegria do meu dia: "Olha, eu conheço meu pai desde que nasci". Fiquei estupefata! Ela conhece o pai dela desde que nasceu!!! Tudo bem vai, pode fazer sentido se levarmos em conta alguns filhos da puta da política que, obviamente, devem ter origem paterna desconhecida. Afinal, nenhum filho de puta se chama Junior.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

As fotos da Campus Party

Conforme prometido, seguem as fotos da Campus Party.


Eu, toda nerdinha


Du, todo geek (com a nossa camiseta que fez sucesso)

Nós dois, com nossas credenciais feitas com as fotos de nossa visita à Guinness

Geral da Bienal, na área de Robótica

Papai Noel falando com as crianças

Sumô de robôs - é legal!!!!

A mão que faz o robô

Du e seus amiguinhos que fizeram o robozinho, todos compenetrados discutindo os ajustes

O robô fazendo sua performance obrigatória; ele tinha que cumprir o trajeto marcado com as fitas pretas, empurrar a bolinha pro gol e girar comemorando

Robozitos travestido de "Melissa", seu nome de guerra para a competição de robô mais criativo. Ficou em segundo lugar nessa!

O time vencedor!

Medalha medalha medalha!

Toda a galera de robótica ao final da premiação. O detalhe curioso é que eles estavam crentes que eu era da imprensa, ou pelo menos da mídia oficial da Cparty, e ficaram esperando que eu tirasse trocentas fotos. Tudo porque eu era a única lesada em cima de uma cadeira querendo tirar foto da equipe do Du

E olha o que eu achei no orkãt: uma foto d'eu de pé, tirando a fotenha acima!

sábado, 16 de fevereiro de 2008

#cparty - dia 4

Nosso último dia aqui. O plano era ter chegado a tempo de ir ao planetário às 10:30, mas acordamos somente às 11:30! Fomos dormir tarde ontem, pois saímos da Bienal quase à uma da manhã e ainda emendamos na Ofner pra um salgado. No final das contas eu estava toda contenta, foi um dia bem legal.

Vou tentar resumir o dia de hoje com fotos (em breve), mas adianto que está muito bacana. O time do meu amor ganhou a competição de robôs móveis e vai ter premiação!

Tudo isso me fez ter um desejo: se um dia eu tiver um filho, quero que ele seja um nerdinho! Quero vê-lo montando robôs, máquinas e afins pela casa, junto com o pai!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

#Cparty - dia 3 (pra mim)

Hoje não estou tão animada. Estamos aqui há quase 7 horas, acho que cansei. Viemos a tempo de assistir um debate sobre e com hackers, mas se eu que não sou "do ramo" já achei meio besta imagine pra quem é. Foi uma coisa bem pra jornalista ver, choveram no molhado, explicaram o óbvio. O mediador era sociólogo, então levava a coisa num jeito meio Tuca Zazauera de ser. Tinha muita coisa legal pra se perguntar além de "quem são seus ídolos hackers?". My god. Atendendo a uma reclamação de meu cônjuge, leiam aqui o Manifesto Hacker. Garanto que vale mais a pena que a minha explicação do debate.

Depois disso fomos comer nossa já tradicional pizza do Piola, seguida de sorvete Haagen Dazs (nerds comem bem!). Quando voltamos pro espaço do evento eu ameacei xilique porque o Du sumiu, eu não conseguia me logar no note e nem completar uma ligação no celular. Pra não ficar no meio dos nerds com cara de quem não sabe a raiz quadrada de 9, fui ver a palestra do Marcos Pontes, o sempre presente primeiro astronauta brasileiro. Logo que sentei o Du me achou e eu desisiti da palestra. Levar a bandeira brasileira pro espaço? Grande coisa, tantos políticos já mandaram o país inteiro pra lá bem antes dele.

Um pouquinho de internê e mais um momento inusitado: um campista já tiozão veio com um gravador e perguntou se poderia falar comigo. Tinha um jeitão de professor solteiro que mora sozinho. Tascou as perguntas: qual o seu nome? Qual a sua idade? De onde você é? O Que faz da vida? Que tipo de sociedade você quer? Segundo o Arthur, com quem falei via MSN assim que essa cena inusitada aconteceu, eu deveria ter respondido "a do anel" pra essa última pergunta. Mas acabei sendo super batutinha e mandei "uma sociedade mais justa e onde as pessoas saibam viver em comunidade".

Na sequência fui ver uma peça de teatro - sim, você leu direito, peça de teatro. Claro que sobre um tema nerd. A história explicava - e endeusava - o sistema Linux, e contou com a participação ilustre de John "Maddog" Hall (na foto - fonte Reuters), presidente da Linux International. Ele parece o Papai Noel, é adorado pela maioria dos campistas e é muito simpático, vive tirando fotos e conversando com todo mundo aqui.

O Du fez seu curso de robótica, fez o robozinho andar e agora foi conferir o recorde de overclocking que acabaram de quebrar aqui. Depois que eu entender o que é, tento explicar. Enquanto isso... são 23:58 na Bienal.

O apaixonante Timmy

Conforme prometido, apresento o Timmy: o (nem tão novo) membro da família da minha sister Célia e minha sobrinha Carol.

Ele foi achado por minha sogra no ano passado, no final do mês de setembro. Estava no meio de um terreno cheio de mato, parecendo uma macumbinha, tadinho, deitado numa tigela, todo encolhidinho, cheio de gravetos espetados em seu pelo comprido. Apesar da super lotação do abrigo que mantém, ela não teve coragem de deixa-lo lá, pois ele estava doentinho; ela notou que ele balançava a cabecinha sem parar.

Levou então o bichinho à veterinária, que explicou que seu problema era devido à cinomose que ele teve e que deixou essa sequela neurológica. Segundo o site Homeopatia Veterinária, a cinomose é uma doença infecto contagiosa, causada por vírus, e que afeta apenas os cães entre os animais domésticos. Pode ocorrer em animais de qualquer idade, caso não estejam vacinados contra esse enfermidade. Não tem qualquer efeito em humanos.

Provavelmente ele deve ter ficado doente e foi abandonado pelo dono (pra não chamar de outra coisa) depois que ficou malzinho. É poodle, meio branquinho, meio champanhe, de rabinho comprido, e ainda novinho, sua idade foi estimada em 8 meses. É um doce, muito doce, dulcíssimo. Eu o conheci no dia em que ele foi encontrado e acabou indo pra casa da minha sogra já que precisava de alguns cuidados mais frequentes, remedinhos e comida. Não lembro que dia era, mas sei que nesse dia foi exibido o último capítulo da novela Paraíso Tropical - noveleiras, ajudem-me! Não me esqueci disso pois enquanto a mulherada se expremeu na sala pra assistir, eu fiquei no escritório, com ele dormindo exausto no meu colo. Devia estar relaxando pela primeira vez na vida o pobrezinho. E balançando a cabeça como que dizendo sim pra tudo!

A Carol, minha sobrinha mais velha e um dos amores da minha vida, tinha ido junto comigo nesse dia. Não ficou o tempo todo com ele pois adora uma novela! Mas a cada intervalo ía lá vê-lo e brincar. Depois desse dia foi de novo comigo lá para visita-lo, falou dele pra minha irmã e de repente estava apaixonada por ele, a ponto de doer seu coração cada vez que tinha que ir embora das visitas.

O inevitável aconteceu: ela quis adotá-lo! Deu tudo certo e ele ganhou uma nova família, um novo lar e muito amor. Sempre foi super alegre, brincalhão, adora uma farra e faz festa pra todo mundo. Toma remédio de alopatia, homeopatia e ganhou acupuntura pra ver se suaviza seu tique nervoso. Só nessa hora ele dá trabalho, como todo poodle que se preza dá seu piti pra não levar as agulhadas. E sabe que ele está melhorando?



Ah, já ía quase me esquecendo! O nome dele vem de Tremilique! Aí fomos brincando de tremelique, trimilique, timilique... e ficou Timmy!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Afeiçoei-me

Gentem, ai, gamei na Campus Party. A verdade é que ontem eu fiquei toda orgulhosa do meu marido montar robozinho e entender tudo! Eu, que me confundo até somando 2+2, me sinto a Carla Perez do "i de iscola" no meio dessa nerdaiada toda.

Mas além do orgulho matrimonial há também o clima do evento, que é indescritível. Todo mundo numa boa, falando do assunto que mais gosta, sem bagunça, sem briga, sem álcool nem putaria. Você pode deixar seu notebook em cima da bancada e ir até o banheiro ou à cantina. Na volta ele estará lá.

Tá certo que o esquema de segurança é bacana, os equipamentos são registrados e você tem que mostrar a identificação cada vez que sai da arena. Mesmo assim acredito que boa parte desse sossego é resultado da índole dessa galera, que não tá interessada em "mardade".

Hoje viemos fantasiados de casal nerd. Em nossa viagem a Londres compramos uma camiseta com o desenho de uma noiva feliz e um noivinho triste com os dizeres "Game Over". Fomos fotografados 3 vezes! Duas vezes por campistas e uma vez por um jornalista, que até pegou nossos nomes. Não perguntei de onde ele era... vou ficar caçando a foto, espero que ele publique! A verdade é que fiquei me sentindo A CAMPISTA, a nerd absolutamente inserida no contexto tecnológico da coisa.

Como se não bastassem todas essas emoções, consegui despertar a atenção de um nerd. O Du, que tinha ido ver a parte de Games, veio ligeirinho ficar junto comigo pra afugentar o cara. Olha que moral a minha: fiz o cara prestar atenção em mim e não no computador! Ganhei até do tiozinho do Linux que estava dando palestra! Mas eu nem vi a cara dele, estava super ocupada vendo as fotos da festa baile funk carioca da Sabrina Sato no Glamurama.

Assim como ontem, hoje também tenho uma confissão: eu queria entender esses assuntos sobre os quais falam aqui, é tudo tão legal que eu queria ser um deles! Acho que eu até ficaria acampada se fosse um assunto da minha compreensão. Mas olha só, aprendi a escrever o nome do evento como um legítimo representante: #cparty. Daqui a pouco vou acabar entendendo como funciona o Twitter e me arrumar um também. Mas eu vou continuar achando astrologia muito mais útil e coerente que astronomia, isso vou mesmo, não importa o que aconteça com o meu cérebro.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Assine já!

Vamos lá galera, vamos assinar e fazer nossa parte para que a pesquisa com células-tronco não seja interrompida por causa de seres obscuros que insistem em apregoar motivos religiosos em decisões de um Estado LAICO. Assinem!!!

Estou em Nerdstock

Enfim, eu vim ao Campus Party. Escrevo neste momento usando o notebook do Du, sentada em uma bancada imensa, dentre as inúmeras aqui da Bienal. O que é o Campus Party? Ainda não sei. O que as pessoas vêm fazer aqui? Não tenho a mínima idéia. Qual o objetivo disso tudo? Tão indecifrável quanto o sentido da vida. Eu só me inscrevi por causa do amor. É, vim acompanhar meu marido, geek assumido, para que não viesse sozinho ao evento - se bem que falhei nos dois primeiros dias. Por conta de toda essa falta de respostas, acabei inscrita na área de Robótica (?!).

Chegando ao Ibirapuera, vi vários nerds cabeludos circulando perto da Bienal. Eles tinham um quê dos chamados headbangers da minha época de colégio, com aquele visual largado, cabeludo, barba por fazer. Creio que nunca haviam chegado tão perto de uma árvore como fizeram agora. Fui pegar minha credencial, vi dois nerdinhos com mais cara de representantes típicos da área. Fiquei imaginando se eles já deram um beijo alguma vez na vida. Sem contar na mãe.

Já de crachá no pescoço, feito o Bozó, o Du foi me levando pelo maravilhoso mundo da Campus Party. Há pessoas acampadas no primeiro e no último andar do prédio. Se a Angelina Jolie baixar aqui, desavisada, é capaz de querer adotar algum dos campistas, achando que são refugiados de guerra. Brincadeira, brincadeira. Todas as barracas são padronizadas com o logo da Telefônica, não tem como confundir.

Há uma área pública em que qualquer um pode entrar. Lá não há ar condicionado, mas concentra todos os stands com algum tipo de brincadeirinha interativa. Há um stand da TV Cultura em um da CBN, ambos com transmissões ao vivo de sua programação. Vi o Juca Kfouri e o gordinho do Vitrine. Também foi nessa área que comi um sandubinha do Piola.

A área do evento propriamente dita não passa de um mar de bancadas de um lado, com conexão à internet bem rápida (5,5 Gb, eba!), uns banners em cima dessas bancadas agrupando as diversas áreas do evento (blogs, robótica, simulação etc.), e do outro espaços para apresentações, palestras e "performances". É, performances. Quando cheguei aqui acontecia a performance de Marcelo Tas, uma menina da MTV e o tio do ídolos que parece a Priscila da TV Colosso, sentados numa bancada e falando sobre um assunto que eu não sei qual era. No meu tempo isso se chamava debate ou palestra, mas aqui resolveram chamar de performance. Whatever. Os jornalistas ficam em um aquário, onde chegaram a colocar avisos de "Não alimente". Diz a lenda que a conexão deles é mais lenta.

Vi algumas CPUs "artísticas", em forma de caveira, hi-fi, boneco de seriado japonês etc. Confesso que não mudou minha vida. Falando em CPUs, ah que ingenuidade a minha! Quando soube do credenciamento de equipamentos logo fiz piada: "até parece que alguém vai levar o desktop", achando que seria coisa de português. Santa ignorância, Batman. O que mais tem aqui são CPUs em cima das mesas. Trouxeram até os enfeitinhos que ficam em cima das máquinas.

Fiquei curiosa pois há um grande grupo de pessoas com adereços ao estilo "comprados na 25 de Março para animar a festa de casamento" (nada contra a idéia, eu particularmente adoro e tenho minha coleção particular de perucas, maracas e óculos coloridos). O que me intrigou é que a única explicação pra isso é que eles vão jogar RPG Casamento do Primo Osvaldo.

Mais uma confissão: dá até um medinho de ficar aqui sozinha - o Du está agora numa palestra de robótica, que deve terminar em 1h30min. Como já falei acima, estou na bancada, escrevendo, no meio de nerds, geeks e afins. Sou minoria absoluta. Todos eles sabem porque estão aqui, qual o sentido disso tudo. Menos eu.

Fiquei com tanto medo que nem digitei o título do post enquanto escrevia o texto. Deixei bem pro finalzinho.

White Sandy Beach of Hawai'i

Preciso ir para o Havaí. Essa música me fez querer isso desesperadamente.



O nome do cantor é Israel Kamakawiwo'ole; é ele também quem canta a famosa versão de Somewhere over the Rainbow, medley com What a Wonderful World. Muito querido no Havaí, onde também era chamado de Brudda IZ (não descobri se é uma corruptela de "brother"), Israel morreu em 26 de junho de 1997, vítima de complicações causadas por sua obesidade mórbida.

Passei meses atrás da música e consegui encontrar um CD, que não pára de tocar no meu carro. Aloha!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Quase lá

Eu deveria estar na Nerdstock, também conhecida como Campus Party (não me pergunte o que é, porque até agora eu não entendi), mas não estou. Deveria estar num happy hour de ex-empresa, comentando a última Exame, mas também não estou. Estou em casa, assando na casa fechada por causa da chuva, abafada por causa das sopas no fogo e da secadora ligada, com o cabelo mal e porcamente enrolado na tentativa de um penteado diferente do meu liso pós-escovas progressivas e, mais importante de tudo: tentando me curar de uma gripe-dor-de-garganta pentelhésima.

Desde a semana passada estou numa sucessão de dias mal vividos. Começou na quarta-feira, quando senti a garganta dando sinais de problemas. Na quinta-feira acordei com ela bem pior, o que foi até um certo alívio porque eu deveria começar o treinamento físico no Ibirapuera e não tinha a menor vontade. A garganta foi a desculpa perfeita. Porém, o castigo veio a galope e eu comecei a ter enxaqueca. Só que não podia tomar o remédio costumeiro porque, bem, eu não podia. Depois eu conto. Mas o fato é que eu amarguei uma noite horrorosa, de dor insuportável, enjôo e dor de garganta, tudo numa dose tão forte que eu tinha vontade de correr em direção a parede pra meter os chifres nela e ficar desacordada.

O dia veio e com ele vieram minhas drogas pesadas, graças aos deuses. Tomei meus comprimidos e lá se foi a enxaqueca, me deixando em paz. Mas ficaram a dor de garganta e uma gripe amena. No sábado meu pecado foi caminhar um pouco pelo bairro, debaixo de um sol de lascar. Anta. Quando chegou a noite, veio também a Gripe com g maiúsculo, com todos aqueles sintomas peculiares como coriza, mal estar e sonolência. E tome Resfenol.

Domingão inútil, jogada na cama, depois jogada no sofá, depois jogada na cama de novo. Acabei despertando pra ver o Grammy e a Amy ganhar os 5 prêmios e não deixar nada praqueles arremedos de Britney.

Segunda feira de sensação mareada, com os ouvidos entupidos como se tivesse passado o dia todo na piscina. Tive que sair pra fazer compras, a geladeira fazia até eco de tanto vazio. Mas voltei me sentindo mal.

Terça, mais um dia acordando tarde. Os ouvidos continuam entupidos, mas melhorei. Levei o Timmy na acupuntura (preciso apresenta-lo aqui também), voltei pra casa, mas acabei ficando meio mole de novo.

Por isso resolvi ficar. Se fosse ao happy hour, não poderia beber nada gelado; se fosse ao Nerdstock, ficaria me sentindo mal num lugar onde não teria nada pra fazer durante horas. Resultado: uma sopa de ervilha, uma panela de lentilha, algumas roupas lavadas, um cabelo que ficou mais ou menos e ouvidos que continuam de piscina. Mas tudo no conforto do lar.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Você precisa ler

Sei que foi indo de blog em blog, passando por algumas revistas também, mas eu acabei chegando ao para Francisco. (Dica do blog da Dani - a andrea do comentário sou eu! Não sei de onde o Blogger achou esse nome cadastrado). Mas o importante é o outro blog do qual estou falando, que dói de tão lindo, dói de tão emocionante, dói de tão puro, dói por ser verdadeiro.

Escrito por uma publicitária que perdeu seu amor 2 meses antes do nascimento de seu filho, o blog é um presente para Francisco, para que assim ele saiba tudo o que aconteceu nesse tempo e vá conhecendo seu pai, ainda que por posts.

Ler a história hoje mexeu com meu dia. Parei de me preocupar com coisas tolas, nem liguei mais para o fato de estar cansada por não ter dormido bem à noite, me senti constrangida por este blog, um amontoado de posts fúteis sobre o nada. Chorei também, com uma tristeza sem definição. Não foi dó, nem medo, muitíssimo menos alívio. Mas uma emoção bem diferente. Bem triste.

Talvez justamente por causa das lágrimas, esse blog deve ser lido. Sempre, cada post.

domingo, 20 de janeiro de 2008

O mistério das alcaparras (leia com a voz do locutor do Pica-Pau que fala "três horas depooooois")

Mais um domingão, mais uma vez dia de exercer meus dotes culinários num almoço para sete pessoas. Missão da manhã: ir ao hortifruti da rua de casa comprar os alimentos e bebidas para preparar o almoço.

Então lá fui eu, feliz e pimpona feito o pequeno Wilbur andando entre os líquens, fungos e platelmintos. Mas eu fui de carro, ouvindo meu CD do Xanadu, apenas entre pedestres e demais veículos. Nada de líquens. Nem fungos. Tampouco platelmintos.

Cheguei ao estabelecimento comercial, peguei meu carrinho e comecei as comprinhas. Entre um saco de laranjas aqui e um pacote de picanha ali reparei em uma senhorinha fazendo suas compras com seu carrinho de feira. Ela era um tanto malinha, pois, ao invés de ir pegar os produtos ela mesma, ficava pedindo para um rapaz do lugar pegar para ela enquanto ela ficava zanzando por outros corredores.

Enfim, deixei ela para lá e continuei minha saga culinária. Terminei de pegar os produtos e fui ao caixa. O mais vazio era justamente onde estava a senhorinha Samsonite. Esperei que ela pagasse, já que, como todo velhinho que se preze, ela não deu um passinho adiante enquanto pagava, o que possibilitaria que eu já fosse colocando as minhas compras. Não, todo velhinho tem mania de ficar antes do apoio onde está o terminal para digitar a senha de débito, e era lá que ela estava. Mas era domingo, eu estou tentando ser uma pessoa menos estressada e não seria isso que iria me irritar. Ela saiu, eu passei minhas compras, uma mocinha simpática embalou tudo pra mim, eu paguei e voltei pra casa cantando mais uma vez "Xanaduuuuuuuuuuu".

Cheguei ao lar doce lar e fui guardar os itens de geladeira. Ao pegar a sacola onde estava a peça de picanha, surpresa: um potinho de alcaparras que não me pertencia! Em milésimos de segundo, veio a revelação: meu Deus, eu roubei as alcaparras da velhinha mala!!! Quer dizer, não roubei, roubaram pra mim. O potinho deve ter ficado de lado quando ela passou as compras dela e a mocinha, ao embalar as minhas compras, o colocou pra mim. Até fui ver o valor pra saber se ela não ficou num prejuízo muito grande, mas as alcaparras custaram só R$ 2,25. Menos mal.

Imaginei ela procurando o potinho quando chegou em casa, tadinha. Deve ter xingado até. Apesar de achar que eu poderia ir pro inferno por subtrair alimentos de uma pessoa idosa, não me abalei de volta ao hortifruti para devolver. Ao invés disso as alcaparras estão aqui, na minha geladeira, válidas até o dia 13/02.

Portanto, venham em casa que vai ter carpaccio com molho de alcaparras!