quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Você precisa ler

Sei que foi indo de blog em blog, passando por algumas revistas também, mas eu acabei chegando ao para Francisco. (Dica do blog da Dani - a andrea do comentário sou eu! Não sei de onde o Blogger achou esse nome cadastrado). Mas o importante é o outro blog do qual estou falando, que dói de tão lindo, dói de tão emocionante, dói de tão puro, dói por ser verdadeiro.

Escrito por uma publicitária que perdeu seu amor 2 meses antes do nascimento de seu filho, o blog é um presente para Francisco, para que assim ele saiba tudo o que aconteceu nesse tempo e vá conhecendo seu pai, ainda que por posts.

Ler a história hoje mexeu com meu dia. Parei de me preocupar com coisas tolas, nem liguei mais para o fato de estar cansada por não ter dormido bem à noite, me senti constrangida por este blog, um amontoado de posts fúteis sobre o nada. Chorei também, com uma tristeza sem definição. Não foi dó, nem medo, muitíssimo menos alívio. Mas uma emoção bem diferente. Bem triste.

Talvez justamente por causa das lágrimas, esse blog deve ser lido. Sempre, cada post.

domingo, 20 de janeiro de 2008

O mistério das alcaparras (leia com a voz do locutor do Pica-Pau que fala "três horas depooooois")

Mais um domingão, mais uma vez dia de exercer meus dotes culinários num almoço para sete pessoas. Missão da manhã: ir ao hortifruti da rua de casa comprar os alimentos e bebidas para preparar o almoço.

Então lá fui eu, feliz e pimpona feito o pequeno Wilbur andando entre os líquens, fungos e platelmintos. Mas eu fui de carro, ouvindo meu CD do Xanadu, apenas entre pedestres e demais veículos. Nada de líquens. Nem fungos. Tampouco platelmintos.

Cheguei ao estabelecimento comercial, peguei meu carrinho e comecei as comprinhas. Entre um saco de laranjas aqui e um pacote de picanha ali reparei em uma senhorinha fazendo suas compras com seu carrinho de feira. Ela era um tanto malinha, pois, ao invés de ir pegar os produtos ela mesma, ficava pedindo para um rapaz do lugar pegar para ela enquanto ela ficava zanzando por outros corredores.

Enfim, deixei ela para lá e continuei minha saga culinária. Terminei de pegar os produtos e fui ao caixa. O mais vazio era justamente onde estava a senhorinha Samsonite. Esperei que ela pagasse, já que, como todo velhinho que se preze, ela não deu um passinho adiante enquanto pagava, o que possibilitaria que eu já fosse colocando as minhas compras. Não, todo velhinho tem mania de ficar antes do apoio onde está o terminal para digitar a senha de débito, e era lá que ela estava. Mas era domingo, eu estou tentando ser uma pessoa menos estressada e não seria isso que iria me irritar. Ela saiu, eu passei minhas compras, uma mocinha simpática embalou tudo pra mim, eu paguei e voltei pra casa cantando mais uma vez "Xanaduuuuuuuuuuu".

Cheguei ao lar doce lar e fui guardar os itens de geladeira. Ao pegar a sacola onde estava a peça de picanha, surpresa: um potinho de alcaparras que não me pertencia! Em milésimos de segundo, veio a revelação: meu Deus, eu roubei as alcaparras da velhinha mala!!! Quer dizer, não roubei, roubaram pra mim. O potinho deve ter ficado de lado quando ela passou as compras dela e a mocinha, ao embalar as minhas compras, o colocou pra mim. Até fui ver o valor pra saber se ela não ficou num prejuízo muito grande, mas as alcaparras custaram só R$ 2,25. Menos mal.

Imaginei ela procurando o potinho quando chegou em casa, tadinha. Deve ter xingado até. Apesar de achar que eu poderia ir pro inferno por subtrair alimentos de uma pessoa idosa, não me abalei de volta ao hortifruti para devolver. Ao invés disso as alcaparras estão aqui, na minha geladeira, válidas até o dia 13/02.

Portanto, venham em casa que vai ter carpaccio com molho de alcaparras!

domingo, 13 de janeiro de 2008

Ê domingão...

Eu sempre tive problema com o domingo. Sempre, sempre. Desde pequena, o domingo aparece e com ele vem aquela sensação de angústia, de festa que acabou e só eu sobrei no salão vazio. Todo mundo foi embora e eu não percebi.

Já constatei que isso não tem nada a ver com o fato de ter uma segunda-feira difícil pela frente, pois a sensação ruim foi a mesma em domingos que precederam provas, entrevistas, trabalho, reuniões, viagens ou vida de dona de casa. Agora mesmo, estou no modo "do lar" e me bateu a melancolia. Passei um dia super gostoso. Acordei tarde, assisti Project Runway, fui fazer comprinhas para o almoço tendo a companhia do meu Du, recebi meus pais, minha irmã, minha sobrinha e meu sogro para o almoço, elogiaram minha lasanha, rimos, nos divertimos. Foi um dia super gostoso. E agora, o choro de domingo.

Só quando a segunda-feira é feriado o domingo não me incomoda. O Natal e o Ano-Novo, que foram em segundas-feiras, tornaram o domingo bem mais agradável!

Eu tenho que tentar mudar meu padrão de pensamento. Sei, pode parecer um papinho Rhonda Byrne, mas é verdade. Nos poucos segundos em que eu tentei mudar e ficar feliz pelas coisas a fazer, pensando na semana como um monte de novas oportunidades, e pelo tanto que foi gostoso o dia, as coisas ficaram mais leves. Acho que é minha tendência de focar nos problemas, que muitas vezes nem o são, e aumenta-los. Chego ao cúmulo de pensar em como vai ser difícil e perigoso ter que dirigir até o Sam's Club, por exemplo.

Isso tudo me leva a outro post: será que análise me ajudaria?

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Mais alguém?

Sou só eu ou mais alguém já se cansou dessa contagem de tempo feita por "nossa, o Natal taí", "vixi, já é 2008", "agora o país só engrena depois do carnaval". Nossos papos são sempre pontuados pelas próximas grandes celebrações (e feriados) que estão por vir.

E o carnaval hein? Ah, o carnaval. Tome vinhetas de gosto duvidoso da Globo, Chico Pinheiro de terno branco em rodinhas de samba desnecessárias, revistas de celebridades(?) publicando conflitos entre neo madrinhas de bateria, os últimos hits lererê kunta kuntê de Salvador, quem emagreceu 30 quilos, quem engordou 78, quem estava em qual camarote de qual bebida alcóolica ou ministro. Eu curtia carnaval 15 anos atrás, quando ía "pular" no baile do Círculo Militar. Agora quero é distância.

Além disso, as matérias de TV são sempre as mesmas nessa época: trânsito na ida à praia, falta de água nas cidades do litoral, rei momo recebe a chave do bobo da corte, fulaninha desfila em 370 escolas de samba, Angela Bismarck fala sobre seu drama e sua nova plástica, enchentes, como pagar IPVA, IPTU e material escolar, a senhorinha de 900 anos que não perde um desfile no sambódromo do Anhembi, quem caiu do carro alegórico, qual baiana passou mal na Sapucaí, quem chorou porque o carro alegórico quebrou e por aí vai. Sinceramente, acho que esse povo da imprensa fica numa boa, só atualizando as pautas-padrão. Só quando acontece uma calamidade aqui e outra ali que eles têm um pouco mais de trabalho, afinal, têm que escrever tudo do zero.

Cada ano que passa só aumenta minha vontade de me esconder em algum lugar remoto e só voltar quando não tiver nem a mais remota menção a tudo isso.

Bancando Papel Pobre 2

Li no Glamurama, minha fonte inesgotável de sabedoria sobre tudo que é absolutamente supérfluo, uma notinha sobre a atriz Globitcha Maria Ribeiro em que ela declarava o seguinte: "Odeio desfile! Acho uma coisa muito 'egóica' isso de primeira fila. Inclusive, meu vestido custou 30 euros na H&M". Ah tá!! Agora ficou claro o porquê dela ter assistido ao desfile de uma grife na primeira fila e ter anunciado a marca e o valor de seu vestidinho.

Bancando Papel Pobre 1


Tania Mara, nosso Boy George, né não?