segunda-feira, 30 de junho de 2008

Eu achava que assim que a notícia da gravidez se confirmasse, o mundo ficaria cor de rosa, cheio de pôneis, unicórnios e ursinhos carinhosos me abraçando e colocando travesseirinhos fofos por onde quer que eu passasse. Achei que eu iria emanar uma luz toda especial, me deixando mais bonita que a Angelina Jolie (sempre ela) e a Ana Paula Arósio juntas. Achei que eu passaria a ser uma pessoa bondosa, caridosa, generosa, irrepreensível. Não sei de onde achei de imaginar tanta coisa sem fundamento.

Apesar de não ter me esvaído em enjôos matinais, tenho lá meus episódios de "huuuuuuuuuugos" na hora de escovar os dentes. Tenho as alterações de humor que me transformam ora em uma chorona compulsiva, ora em uma bitch irritante. Luz? Que mané luz. O eterno cansaço me deixa com olheiras e aqueles zóios de quem vai despencar de sono a qualquer minuto. Meus cabelos já estão com quase 3 dedos de raiz grisalha, uma vez que sou praticamente o Richard Gere em termos de cor de cabelo. Pra ajudar, eu tive que colocar aparelho fixo de novo, pra ver se dessa vez acertam meu sorriso.

Já estava fora de peso antes de engravidar. Menos mal que nesse primeiro trimestre me controlei e não ganhei nada a mais. Mas não eram esses meus planos lá atrás, aqueles que não consegui cumprir. Não vejo a hora da barriga crescer e não haver mais dúvidas sobre meu estado. É filho? É muito arroz e feijão? É barriga d'água?

As pessoas em volta, algumas, continuam sendo escrotas. Continuo ansiosa, nervosa, estressada. Penso 479.000 vezes antes de dirigir e sempre me benzo ao entrar no carro que é pra não passar nervoso nem qualquer perigo.

Mesmo assim, algo me diz que no final das contas eu vou me achar a pessoa mais especial de todas as galáxias, porque alguém, mesmo com meu cabelo tricolor, meu aparelho e meu peso seja ele qual for, vai me fazer sentir a mulher mais amada do mundo e vai sempre querer meu colo!

Mais um ultrassom

Na semana passada fiz mais um ultrassom, o temido e ansiado ultrassom morfológico. Temido porque é nele que se fazem as primeiras medições no bebê para verificar se há indícios de alterações genéticas. Uma das avaliações é a da Translucência Nucal: o médico mede uma pequena distância na nuca do bebê. Se a medida estiver fora do padrão, pode indicar uma alteração como a da Síndrome de Down, por exemplo. Uma vez que a medida esteja dentro do esperado, diminuem-se as chances de que o bebê tenha algum problema.

Eu procurei não pensar muito nisso nos dias que antecederam o exame, afinal de contas, o que eu poderia fazer? Pedir pra trocar? Dar ctrl+z? Era melhor deixar pra pensar somente quando necessário, se necessário. Minha sorte é que faço os exames com a esposa do meu médico. Adoro ele de paixão, um cara que está sempre disponível pra qualquer dúvida 24 horas por dia, qualquer dia da semana e que não fica botando medo sobre nada. Pois bem, já cheguei falando pra ela que estava super ansiosa, e ela foi me acalmando.

Comecei o exame e lá estava o bebê, todo serelepe, mexendo bracinhos e perninhas, virando, dando piruetas. Eu comecei a me desmanchar em lágrimas, estive a ponto de começar a soluçar. É incrível essa sensação, pois nesse período da gravidez (12ª semana), as alterações externas e internas são mínimas. Meus seios estão maiores (para orgulho da minha torcida masculina, ou seja, o Du!), minhas calças estão quase começando a ficar apertadas e... só. Não sinto a movimentação aqui dentro. Quem me olha pode achar no máximo que comi muito arroz e feijão, já que não estava nenhuma Angelina Jolie antes de engravidar. Mas tenho me sentido tão bem que muitas vezes esqueço que estou fabricando um bebê.

Por conta disso, quando vejo a pessoinha que está dentro de mim no monitor do médico é muito emocionante. É como se me falassem "olha lá, é verdade mesmo, você vai ser mãe! Mãe!".

Emoções à parte, o lado mais cômico da história é eu tive que ficar mais de uma hora fazendo o exame, já que a médica precisa captar a imagem numa condição que permita a documentação, ou seja, que dê pra medir tudo direito e registrar! Só que o bebê mexia, mexia e mexia, mexia mais. Quando parecia que daria pra fazer uma medição, nada. E eu lá, half naked, num frio danado, fazendo um ultrassom endovaginal e de bexiga cheia. Tive que pedir penico, literalmente!

Mas tudo vale a pena, a gente nem liga mais pra tudo que teve que passar quando aparece a imagem na tela!

terça-feira, 17 de junho de 2008

O mané do pernil

No último sábado fui na festa junina da escola dos meus sobrinhos mais novos, que fica aqui em Moema. O colégio foi bem nas últimas avaliações e saiu na reportagem dos melhores colégios de São Paulo. Isso é muito bom. Mas essa boa colocação causou um fenômeno que eu até então desconhecia: a invasão dos idiotas que acham que dinheiro substitui educação - aquela de bom dia, por favor e obrigado.

Explico: estava eu comprando cachorro quente na cantina quando chega ao meu lado um desses caras, fantasiado de pitboy, com roupas que tinham estampadas todas as grifes. O bonitão, no auge de sua supimpa posição social, pede um saduíche de pernil. O atendente pede desculpas e diz que não tem, vai sair uma nova leva. O pimposo pergunta quanto tempo demorará a chegar o pernil. O atendente responde educadamente que não sabe, infelizmente. Ao que o cotonete de King Kong responde, com toda graça que lhe é peculiar: "PORRA! CARALHO! COMO NÃO SABE?". Eu olhei pra ele, olhei pro mocinho, incrédula. Toda essa falta de educação por causa de um sanduíche de pernil de uma festa junina de escola infantil??

Depois eu vi o cidadão junto com a esposa que, affff, parecia qualquer coisa menos uma pessoa que é o que eles acreditam ser. Não vou nem adjetivar a cara dela, só vou falar que o cabelo era loiro vatapá, como aprendi com minha amiga Amanda recentemente. E ela parecia ter uns bons anos de experiência.

Quando contei o episódio pra minha irmã ela me disse que a boa avaliação da escola trouxe esses sujeitos mesmo, que têm grana mas esqueceram de buscar eduação, e que ela até chegou a conversar com a diretora da escola sobre isso. Felizmente, a diretora disse que a conduta da escola é não aceitar respostinhas dos mini manés-pernil do tipo "mas na minha casa eu não faço assim".

Antes disso, na mesma fila do cachorro quente, havia uma funcionária da limpeza da escola na minha frente. Perguntei se ela sabia o preço do sanduba e ela na hora foi ver uma tabela que estava ali perto e me falou. Quando voltou pra fila, ao invés de voltar pro lugar dela à minha frente ela foi pro final. Eu disse não senhora, pode voltar aqui, você estava na minha frente e não vai perder lugar!

Fiquei pensando se a moça era muito maltratada para ter uma atitude dessas, tão submissa. Fiquei com pena, pensando em quantos sapos como o do pernilzento que ela não deve ter que engolir quietinha, com medo de perder o emprego. Infelizmente o mundo está cheio de pessoas arrogantes, mal educadas e agressivas, cada vez mais cheio. Isso me deixa muito triste, fico com temor pelo mundo que meu filho vai encontrar, e até me perguntando se eu devia mesmo trazer ele pra esse lugar.

Mas daí eu me lembro porque quis tê-lo: quem sabe não é ele uma das pessoas que vai fazer a diferença pra que este mundo se torne um lugar melhor?

quinta-feira, 5 de junho de 2008

There is an angel growing peacefully

Tenho colecionado algumas músicas especiais para este período de gravidez. Umas são indicações de outras grávidas que acabei tomando emprestado, outras eu fui descobrindo ao acaso, como esta da Colbie Caillat.

Ouvi pela primeira vez por acaso, quando meu iPod estava no shuffle. Eu estava fazendo algo na cozinha, a música começou a tocar na sala e eu parei. Fui até a poltrona que fica ao lado do aparelho de som e chorei, chorei, chorei.



O choro nesse período é uma constante. Não posso ver a propaganda da Philips em que aparece o recém-nascido na incubadora que já começo a me esvair em lágrimas também.

Amanhã, vai....

kitten
more cat

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Mommy to be!


O Du até estranhou por eu não ter escrito nada até o momento, mas confesso que não sei o motivo exato que me desanimou de publicar aqui que vou ser mami. Não sei se é um instinto de proteção sem explicação ou simplesmente falta de vontade de escrever aqui.

Eu já comentei antes minha frustração por este ser um blog sem muito propósito, apesar de ter tentado fazer algo voltado para o azedume. Até que outro dia, indo de blog em blog, vi a descrição de um que era " apenas um blog, como outros blogs". Foi bom porque eu desencanei um pouco e resolvi adotar a mesma filosofia. E agora com o baby a caminho, é claro que não vou fazer posts azedos sobre o assunto, no way! Nada de bile!

Só que eu também não pretendo fazer dele agora um blog sobre gravidez, com dicas e sugestões para os 9 meses de gestação. Eu ainda estou perdida, tentando achar algum livro sobre o assunto, mas confesso que não sinto muita vontade de sair devorando milhares de livros e revistas que vão explicar o que acontece a cada dia e depois contar aqui se é assim mesmo. Acho que vou falar sobre algumas experiências, coisas que forem acontecendo, mas sobre outros assuntos também. Isso quando eu criar vergonha na cara e sentar pra escrever né?

Por enquanto fica aqui que estou na 9ª semana, meu filho mede lindos 20 mm e tem um coraçãozinho que bate a mil! Ontem eu "ganhei" um ultrassom de presente do meu médico e fiquei com o coração partido porque o Du não estava junto e não pôde ver. Mas eu disse pra ele que nosso filhote recitou um versinho pro papai que é assim:

"Mamãe é uma roseira que o papai colheu
Eu sou um botãozinho que a roseira deu!"

Gatinhos xaropes

cat

O site tem várias fotos fofas de gatinhos em poses estranhas.