quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Da minha sobrinha

"a idiotice é vital para a felicidade. gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. pô, a vida já é um caos, pra que fazermos dela um tratado? deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins. no dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja um idiota!"

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Sobrepeso

Parece que falo com certo humor, mas na verdade estou arrasada, desesperada. Não cheguei ao fundo do poço, eu sou a própria rolha. Passo a semana em sacrifícios e a balança ri da minha cara. Estou chegando a um ponto em que um distúrbio alimentar vai ser minha única opção. Ou quem sabe vou arrumar uma solitária pra me fazer companhia e resolver meu problema de dentro pra fora porque, de fora pra dentro, já não sei mais o que fazer.

Exercícios, claro que eu deveria fazer, mas como encaixa-los no meio de tantos "tenho que" do meu dia, sendo o mais importante deles "tenho que cuidar do Tato"? Deixo de dormir minhas 5 horas fracionadas diárias pra poder me exercitar?

Eu queria tanto estar bem no primeiro aniversário do Tato, estar mais magra, bonita, me sentindo bem... mas acho que vou chegar lá com essa mesma cara gorda e esses excessos laterais que me fazem sentir mal dia após dia.
Eu quero escrever mais, tem tanta coisa que eu gostaria de ter registrado aqui. O encontro com minhas amigas, as agruras da mudança que vai e não vai, os pensamentos de mãe... tanta coisa que vai se perdendo no meio de tantos "tenho que" a cumprir no meu dia e que me deixam exausta. Meus dias estão se tornando uma sucessão deles e não me deixam escapar. Tenho que sair deles um pouco!

Saudade de poder começar o dia e falar "hoje não vou fazer nada". A vida está acontecendo e eu estou ocupada com tanta coisa que não me deixa prestar atenção nela passando...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

As coisas não são fáceis para as mulheres, definitivamente. É clichê, é batido, mas é verdade. A pura verdade. E a maternidade está entre a lista de coisas que fazem de nós as pessoas mais felizes, mais cansadas, mais estressadas, mais desesperadas, mais realizadas e mais sem saber no que vai dar desta vida.

O tal do relógio biológico para mim era só mais um rótulo que os americanos inventam em seus filmes. Aquelas atrizes histéricas falando em relógio biológico sinalizando, batendo cuco e o escambal a quatro para mim pareciam forçação de barra, simples assim. Até que o danado do meu bateu. Estrondosamente, deu suas mais de 30 badaladas. Nessa hora, ou melhor, mais tarde, dei conta do quanto ainda carregamos nossa programação primitiva de sobrevivência, a mesma maldita que nos faz achar muuuuuito mais gostoso um belo pedaço de picanha gordurento do que um filezinho de peixe sem gordura, sem colesterol e sem graça, e que ainda fica armazenado nos culotes e pneus diversos para a eventualidade de uma nova era glacial. O desejo de ser mãe vem com uma força e uma clareza que não há o que nos faça mudar de idéia ou deixe a menor sombra de dúvida. Daí então enfrentamos um pequeno percalço: o homem NÃO sente esse mesmo desejo.

Para eles tanto faz. Até querem ser pais, mas sempre acham que poderiam esperar um pouco mais. Sempre querem conquistar mais estabilidade, mais tranquilidade e mais viagens antes do filho. Lógico, para eles tudo é mais fácil! Charles Chaplin foi pai aos 70 anos. Mulheres sendo mães aos 60 aparecem em matérias na seção Ciência Maluca. A questão é que nada muda neles, não há nenhum gatilho que dispare a busca pela continuidade da espécie. Eles não se derretem em "ohm qui coisinha mai bunitchinha" quando passa um bebê fofo e alegre por eles no shopping. Ah, e como a gente encontra crianças nessa fase... para onde você olhar, lá estará uma criança fofíssima, lindíssima, deixando mais forte na cabeça a pergunta "será que vai chegar minha vez?".

Bem, devo ressaltar que desde o primeiro tic do relógio nossa vida vira uma sucessão de "serás". Será que vou conseguir engravidar? Será que o bebê vai ser saudável? Será que minha gravidez será tranquila? Será menino ou menina? Será parto normal ou cesárea?

Vencidas todas as etapas, gravidez, cuidados, enxoval, quarto montado, chega o bebê. Não vou nem falar que nunca mais se dorme, porque é de conhecimento geral. Você nunca mais tem uma noite de sono como antes, nunca. Mas em compensação mais nada na sua vida será como antes. A noção de tempo muda, os hormônios mudam, nossos objetivos de vida mudam. Somos simplesmente (e digo simplesmente sem qualquer conotação pejorativa, pelo contrário) a mãe que quer cuidar, proteger e lamber sua cria. Não existimos para mais nada. Escova progressiva? Manicure? Podóloga? Nem passa pela cabeça.

Tudo isso seria muito mais fácil de se enfrentar se ainda vivêssemos na era em que fomos programadas com esses instintos de perpetuação. Viria o desejo de procriação, o acasalamento, a gestação, o nascimento, a cria e depois a entrega para o mundo! Partiríamos para o próximo. Mas nós nos apaixonamos, nos ligamos eternamente. A cria nunca vai crescer, nunca vamos querer que ela se vá para longe. É meu bebê, para sempre meu bebê! Passamos a achar lindos arrotos, cocozinhos, xixizinhos, peidinhos! De nada valem MBA's, pós graduações, cursos e mais cursos. Fuck you corporate world! Agora sim, minha vida vale a pena! Tenho um bumbum lindo e todo cagado pra limpar!

Aqui então volto para a crueza que a vida traz para as mulheres. Nossos instintos são os mesmos, mas nossa vida não é a mais a mesma há muito tempo. Ganhamos um presente maravilhoso, assumimos um papel incomparável, mas depois de poucos meses temos que voltar a atuar nos outros que tínhamos antes. Somos esposas, profissionais, amigas, baladeiras, vaidosas. Amo meu filho, com uma força que não havia conhecido antes nesse mundo, mas também quero conseguir levar minha vida como a pessoa que era antes. Não quero ser SÓ mãe, quero ser TAMBÉM mãe! E tudo isso é difícil porque, por mais presente, braço direito, participativo que o pai seja, ainda tem uma coisa: ele não é mãe!

Mesmo tendo o privilégio de poder escolher me dedicar à criação do meu filho e não voltar ao mercado de trabalho em que atuava, tenho meus projetos profissionais, minha apostas a fazer. Só que a criaturinha de poucos meses aperta o botão ON HOLD de tudo com uma força que não tem como soltar fácil. E é assim mesmo. No primeiro resfriadinho é que se vê como tudo mais pode ficar mesmo on hold até que ele pare de espirrar. Nada mais terá tanta importância!

Mas vai-se dando um jeito... o negócio é aproveitar as horas livres e, ao invés de fazer um soninho extra, domar o sono para escrever um texto e acalentar o sonho de ser uma lasquinha de Carrie Bradshaw. Ainda que de olhos e ouvidos grudados na babá eletrônica, prontas para a próxima inalação seguida de mamadeira.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Um fora meu ou da vida?

Outro dia fiquei chocada quando soube o nível de escolaridade da minha empregada. Fui conversar com ela pois havia recebido um e-mail da minha irmã mais velha sobre um programa de educação gratuita oferecido pela escola dos meus sobrinhos. Achei que era uma excelente oportunidade para que ela conseguisse estudar e seguir adiante na vida com um diploma, afinal, nem eu gostaria que ela fosse empregada doméstica a vida toda e a escola é aqui pertinho de casa, dá para ir a pé depois do trabalho.

Quando perguntei até que ano ela havia estudado ela me respondeu "terceiro". Eu disse "ah, terceiro primário". E não, nao era. Ela fez até o terceiro colegial. Eu não sabia se ficava sem graça por causa do fora que havia dado, ou se ficava abismada pelo fato de ver que um diploma foi concedido sabe-se lá de que jeito. Se ela completou o colegial, isso deveria significar que ela está apta a prestar vestibular e entrar numa faculdade. Ela deveria ser capaz de responder questões de física, química, matemática, redigir um texto. Mas no dia-a-dia eu a ensino a falar "para eu fazer"; ensino que o período em que uma pessoa fica em observação por causa de uma doença é chamado de quarentena, e não quarentona; ensino a falar fralda, ao invés de flalda. Como pode ter recebido diploma nessas condições?

Minha sobrinha que está no nono ano da escola (minha antiga oitava série), está a anos luz de distância no conhecimento. E ainda tem mais 3 anos de estudos pela frente.

Como pode?

sexta-feira, 12 de junho de 2009

O Du vai ficar bravo comigo, dizer que eu deveria ter deixado ele tratar a foto, mas eu acho que as fotos dele são lindas do jeito que estão.

E eu queria mostrar o maior amor do mundo!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Tato e sua primeira aula!

Semana passada, ainda com resquícios da trabalheira com o Tato, resolvi que era hora de começar alguma coisa diferente com ele para darmos uma sacudida na rotina. Achei que meu cansaço estava fazendo com que eu o deixasse sem muito estímulo e eu fiquei com medo de estar abusando demais da combinação sofá + Tato no colo + Discovery Kids na TV.

Resolvi então agendar uma aula pra ele na Steps Baby Lounge, que fica extamente em frente ao prédio onde morei por alguns anos. Acessei o site, liguei e marquei uma aula de movimento pra ele, no estágio RN. E lá fomos nós.

O moleque adorou! Já começou se dando todo pra mulherada que trabalha lá e veio brincar com ele. Riu, foi no colo, todo simpático. Na hora da aula ele não sabia pra onde olhar, queria ver tudo, colocar todos os brinquedos na boca! Aguentou fazer a aula toda, a tia Helô, sua professora, disse que ele está super bem e o promoveu ao Step 1. Vai fazer aulas agora às quartas-feiras.

Que mocinho, meu menino já tem compromisso semanal!!

terça-feira, 19 de maio de 2009

O quê que tem na sopa do neném?

Faz uma semana o Tato começou a almoçar. Ele já estava tomando suco e comendo papinha de frutas à tarde. Achei que na mamada do meio dia ele vinha ficando um tanto decepcionado com o cardápio, mamava meio relutante e rápido demais. Decidi que era hora do menino começar com o almoço!

Aí então foi hora de pirar na sopinha e inventar cardápios. Inhame com tomate, cenoura, músculo e espinafre; batata com cenoura, abobrinha, escarola e frango. Mandioquinha com espinafre, chuchu, frango e tomate.

O baixinho abriu o bocão desde a primeira refeição, não recusou uma colherada sequer! Aliás, come até demais! O quanto der de papa, o quanto ele vai mandar pra dentro. Hoje mesmo eu parei de dar mais comida de medo que fiquei dele passar mal depois. O prato estava cheinho e quando vi que faltavam poucas colheradas pra acabar e ele não dava sinais de que pararia por conta própria, encerrei o almoço.

Acho que ele tem ficado com muita fome na hora de almoçar porque o lanche da manhã é apenas suco. Amanhã vou tentar uma tática nova, vou dar a papinha de frutas no meio da manhã, pra fazer com que o almoço fique mais balanceado.

Ah, mas essa aventura nova me deu uma boa dose de trabalho. Nas primeiras refeições, apesar de comer tudo, ele reclamava até. Eu ficava desesperada, não sabia se ele estava odiando, se estava gostando, se continuava com fome, se eu devia parar... e pra ajudar, era só comigo. Minha irmã/madrinha dele ficou com ele no sábado para podermos sair e resolver coisas da reforma da casa, e não é que ele se comportou como um anjo com ela? No dia seguinte, no almoço na casa da minha mãe, deu trabalho comigo de novo. Foram dias em que me senti bem no limite, no máximo de stress com uma boa dose de depressão.

Agora parece que as coisas estão se ajeitando. Ele não tem reclamado mais no almoço. Mas ainda assim eu preciso me ajustar à combinação de alimentos, prestar atenção em como está o cocô dele e balancear o almoço com as frutas e, lógico, fico desesperada quando acho que alguma coisa não está indo bem com o intestino dele. E assim vamos, dia após dia!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Chico Anysio

Acabei de ficar muito triste e preocupada com a notícia de que Chico Anysio não está muito bem de saúde. Sério. Meus leitores fantasmas podem estar se perguntando hã? Daonde que você curte tanto assim o homem?

Realmente nunca fui grande fã. Cresci assistindo seus quadros como a maioria das pessoas da minha idade. Painho, Tim Tones, Bento Carneiro, Escolinha... eu imitava aquela mulher feia que falava "Nazareno!" e seu marido bêbado respondia "Caaaaaaaaaaalada!". Meu pai dizia que eu seria comediante... talvez devesse ter seguido por esse caminho. Enfim, coisas. Mas nunca me aprofundei na admiração por Chico Anysio.

Faz mais ou menos uns 3 meses, eu conversei com o Du sobre os programas que a gente assistia quando crianças. Falamos de Chico Anysio e eu comentei que gostava do Baiano e os Novos Caetanos. Comentamos sobre o fato de que não tínhamos a variedade de hoje com tv a cabo, e que portanto todo mundo assistia as mesmas coisas. Na mesma semana minha irmã fez um almoço pra comemorar o resultado de um teste da Carol. Foi no restaurante do flat onde elas moram.

Quando estávamos no saguão esperando trazerem o carro, o Du olhou pela porta e disse "ah, o Chico Anysio!". Todo mundo ficou olhando esperando ele entrar. Entrou, viu a gente encarando e disse "boa tarde!". Foi perguntar na recepção se o restaurante estava aberto e, pra nosso espanto, veio bater papo conosco! Eu estava com o Tato no colo, ele acariciou a cabeça dele e perguntou seu nome. Quando falei Otávio, o Chico Anysio disse que era nome de gente grande! Contou de seus 9 filhos, criados no meio artístico e sem ficarem abilolados. FAlou da delícia de ter filhos. Se despediu e foi almoçar.

Fiquei com um carinho imenso por ele, já velhinho, com aqueles olhinhos azulados típicos de quem já está com bons anos cumpridos. por isso que, ao ler a notícia hoje, fiquei triste e preocupada. Espeero que fique bem, apesar de seu problema não ser simples e de eu já ter perdido um tio para essa doença.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Minha secretária do lar

Tenho uma funcionária muito boazinha trabalhando comigo há quase um ano. Ela apareceu numa dessas ocasiões em que você acha que está perdida mas no fim acaba sendo o melhor que poderia acontecer. Explico: uma outra moça trabalhava em casa 3 vezes por semana. Já a conhecia há anos, ela havia trabalhado para minha irmã e ainda trabalhava para minha mãe e minha cunhada. Me chamava pelo meu apelido. Até que um dia veio com a notícia de que iria se mudar para o interior e eu, havia acabado de descobrir que estava grávida.

Apesar do desespero (confesso que odeio limpar a casa), vi que era a oportunidade de começar tudo certinho. A moça demissionária já não era lá essas coisas, estava dando várias mancadas. Por indicação da minha irmã mais velha, em uma semana consegui a nova funcionária.

Ela é um tanto lerdinha, preciso ficar tocando o ritmo, mas de muita confiança e boa vontade. Mas o que é mais peculiar nela são as observações sobre o óbvio que ela faz. Logo que o Tato nasceu ela perguntava umas 50 vezes por dia: ele tá dormindo? Ele tá acordado? Ele tá mamando? Eu lá no quarto dele, sentada na poltrona, com ele agarrado ao meu peito e ela perguntando "ele tá mamando?". Com minha paciência peculiar me segurei inúmeras vezes pra não responder "não, ele tá cantando no meu peito achando que é microfone".

Algumas vezes não me segurei. Numa delas eu estava guardando as compras do mercado quando ela chegou, atrasada. Olhou e falou: já entregaram as compras? E eu: não! Na semana passada foi uma ótima. Estava descendo com o Tato no elevador pra ir encontrar minha irmã na Lanchonete da Cidade quando ele soltou uma bomba na fralda (esse menino tem um timing ótimo!). Subi pra troca-lo e, quando entrei, falei pra ela: fez cocô. E ela, se superando, pergunta: quem? O Otávio? E eu: eu que não fui né? Mas faltou pouco, muito pouco pra eu não falar "não, fui eu, tô toda cagada".

Ela adora um papo. Plena segunda-feira pós feriado (não decorei as regras do hífen), um mundo de coisas pra fazer e ela para, toma café, fica contando que viu uma menina no terminal de ônibus... eu, pra não falar explicitamente chega de papo e mãos à obra dou uma cortada no assunto e falo sobre o que ela tem que fazer. Geralmente não me faltam ordens porque ela dá muitas escorregadas. Hoje por exemplo tive que mandar, pela enésima vez, limpar o armário do meu quarto que já teve problema de mofo - e que ela sabia que precisa ser limpo a cada 15 dias, além de ter que trocar o antimofo. Dentro de sua lógica ela me explicou que ela limpa sempre, imagina, mas não limpou no mês passado. Estamos em 13 de abril e ela não limpou em nenhum dia de março! Faça as contas!

Meus planos são coloca-la em 2 cursos: um de culinária e outro de tarefas domésticas. Apesar de tudo, a menina tem potencial!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Passeio

Ontem fomos conhecer o shopping Cidade Jardim. O Tato já foi duas vezes no Morumbi, foi o terceiro passeio em shopping dele!

Adorei lá, super bonito e não fica apinhado de gente. Dá pra arrumar mesa pra tomar café com tranquilidade, circular e utilizar o fraldário que, assim como no Morumbi, é chamado de Espaço Família. Se esquecer a bolsa do bebê não passamos aperto, já que eles dão tudo: fralda, lenços e pomada.

Uma outra vantagem desse shopping é que tudo é tão caro que não se corre o risco de gastar à toa! Vimos um bracelete na H.Stern que custava R$ 244.000,00!!!! Dá pra ter noção do que é isso? É como andar com um belo apartamento pendurado no pulso! Claro, pra nós, que não vivemos nesse mundinho de luxo, glamour e poder!

De qualquer forma foi um passeio super gostoso, almoçamos com minha irmã e minha sobrinha, comprei duas trufinhas na Chocolat Du Jour (R$4,50 CADA, mas muuuuuuuuuuito boas), andamos pela Livraria da Vila... até que era hora de ir pois o Tato precisava tomar banho e dormir!

segunda-feira, 23 de março de 2009

O Parto - Parte Final

Dizem que depois que nasce a mãe fica em segundo plano. Eu só não sabia que era tão rápido, porque depois que terminou tudo me deixaram sozinha na sala! Até que vieram me buscar e levar para a sala de recuperação. Foi um saco ficar lá, não dá pra descansar porque a pressão é medida automaticamente de tempo em tempo. Além disso, não para de chegar mulherada e os enfermeiros fazem a zona. Acabei ficando muito tempo porque dependia do anestesista liberar a ida pro quarto e o homem sumiu. Eu estava de saco cheio, vendo mulher que tinha chegado depois de mim já indo. Ouvi o Du e minha mãe irem perguntar se eu estava bem. Pela demora eles também ficaram preocupados.

Até que fui pro meu quarto, todo mundo estava me esperando lá. Só não me senti melhor porque tive anemia, mas minha recuperação foi boa.

A aventura de ter um filho começa na hora em que o exame dá positivo - a partir daí, só aumenta o frio na barriga! A gente chega em casa vindo do hospital com cara de acelga e tem que cuidar do pacotinho! Eu não sabia nem por onde começar... mas é impressionante a quantidade de coisas que a gente aprende nas 24 horas depois de chegar do hospital. Fizemos tudo sozinhos, inclusive dar banho, mas contei com ajuda da família. Liguei pra minha mãe várias vezes pedindo pra ela vir fazer almoço!

Já se foram 3 meses... o Tato é um anjo, um doce de menino. Nunca teve cólica, nunca precisou tomar nenhum remedinho. Já dorme da meia-noite às seis da manhã. Meu sono é que nunca mais foi o mesmo! Mas vale a pena. A cada sorriso que ele dá a gente esquece o cansaço, não tem mais sono nem preguiça!

O Parto - Parte III

Nessa altura eu já sentia algumas contrações; sem glamour nenhum, pareciam dor de barriga! Mas ainda não eram nada de insuportável.

Entrei no centro cirúrgico e começaram a me preparar. O mais tenso foi a anestesia. Ou melhor, a analgesia. No final das contas as coisas caminharam e eu consegui parto normal! Por isso não poderia ser anestesiada. Mas sinceramente até hoje não consigo me lembrar exatamente o momento em que o jogo virou e o médico viu que poderia ser parto normal. Acho que as coisas caminharam tão rápido que eu fiquei perdida. Mas enfim, vamos voltar à analgesia.

O momento com o anestesista é tenso. O cara vem com uma bela agulha pra enfiar na coluna, não é um cafezinho não. Achei até bom que o Du não estivesse lá nessa hora, ele tinha ido colocar a "fantasia" dele de pai que está na hora do parto. Senão, ele teria ficado bem preocupado com meu nervosismo.Mas enfim, deu tudo certo e o médico já deixa preparado um cateter (é esse o nome?) pro caso de precisar fazer uma anestesia mesmo.

Aí chegou a hora. As contrações aumentaram, pareciam cólicas menstruais beeeeem fortes. O Du ficou tenso, me perguntava toda hora se estava tudo bem. Coitado, eu sei que virei pra ele no meio do turbilhão e falei "tem muita coisa acontecendo, eu NÃO VOU FICAR TE RESPONDENDO SE TÁ TUDO BEM!!". Não sei se isso deixou ele até mais preocupado!!

Cheguei a perguntar se eu precisava mesmo sentir aquela dor; o anestesista me deu mais um chorinho de remédio mas disse que eu não poderia mais que aquilo, senão já era anestesia. Ah, falando nisso, lembro que eu sentia minhas pernas, mas elas estavam diferentes. Estavam "felizes"! E então, a ordem: faz força! Foi muito rápido, mas muito mesmo. Eu fiz força umas 3 vezes só. O Du, super emocionado olhou pra mim e disse: ele nasceu!!!

Eu nem acreditava. Eram só 20:55 e ele já estava lá, chorando! E nós também. Aliás, é um turbilhão de emoções, eu tinha sensação às vezes de que não conseguia me controlar muito. Teve choro, teve grito pra fazer força... é impressionante como nessa hora a natureza age e tudo mais se cala.

Mas depois, era só alegria e felicidade!! Não tinha nem mais uma dorzinha sequer!

sexta-feira, 20 de março de 2009

O Parto - Parte II

Segundo o médico eu já estava em trabalho de parto, mas não sentia absolutamente nada de diferente. Enfim, atravessamos a rua e fomos para o São Luiz. Fiz todo o processo da minha internação calmamente, liguei para minha irmã pedindo para que ela passasse em casa para pegar minha mala e avisamos as avós. Falamos que não precisavam se apressar, ainda estávamos no começo do trabalho de parto e para isso não há previsão, podia levar de 6 a 8 horas, ainda mais se tratando de primeira gravidez.

Fui para a sala de pré-parto onde se monitoram os batimentos cardíacos do bebê e as contrações. Meu médico chegou em seguida e falou que eu estava tendo contrações. Eu não sentia nada!! Ele chegou a dizer que em sua opinião não seria possível parto normal, que recomendava irmos para o centro cirúrgico e partir para a cesária. Por mim, OK, minha preocupação era fazer o que fosse melhor para mim e para o Tato. Lá fui eu vestir a camisola que deixa a bunda de fora, colocar toquinha e sapatinho, enquanto minha irmã ligava pra minha mãe com a mudança de planos e dizendo que era pra irem pra maternidade logo.

Parti então pro primeiro passeio de cadeira de rodas da minha vida. É um tanto estranho! E ao encontrar pessoas pelo caminho minha vontade era de falar "sai, deixa eu passar que vou ter nenê!".

O Parto - Parte I

Na segunda-feira logo depois do post que fiz contando que tudo estava pronto para a chegada do Tato eu tive mais uma consulta de rotina. Ía ao médico 3 vezes por semana para controlar minha pressão, que estava um pouco alta. Como sempre o Du me levou.

Choveu muito nesse dia, lembro que eu estava nervosa porque acabamos nos atrasando e o Du, atrapalhado no volante por ter que falar com um gringo ao telefone ao mesmo tempo, acabou batendo de leve na traseira de um carro. nem aconteceu nada, a senhorinha do carro nos desculpou e fomos embora. Eu me sentia super bem, dentro do possível permitido com aquele barrigão. A única coisa é que sentia as tais contrações de Braxton-Hicks, que não doem nada, só deixam a barriga dura.

Chegamos lá às 17:00, batemos papo como sempre. O médico quis fazer exame de toque, e confesso que foi uma das coisas mais doídas de toda a gravidez. Mediu a pressão. Fez ultrassom (tem hífen? nem sei como ficou a reforma ortográfica). O Tato estava super bem. Minha pressão estava 13x9. Eu tinha 3 dedos de dilatação. Recomendação médica: atravesse a rua e vá para a maternidade!!

terça-feira, 10 de março de 2009

Minha nova vida!

Meu anjo já tem quase 3 meses (tudo bem, falta um tempinho ainda pros 3) e só agora eu consigo postar alguma coisa. Queria ter falado do parto, colocado fotos... ainda pretendo fazer isso!

Por ora fica a evidente mensagem de que minha vida é uma correria só, tudo gira em função do pequeno homenzinho que veio no dia 22/12/2008 e mudou completamente nossa existência! As vezes que consigo sentar na frente do computador são para pagar contas e preencher formulários de reembolso!

Fora isso, não tinjo meu cabelo há quase 1 ano, minhas roupas de antes da gravidez servem mal e porcamente, alguns quilos resistem em ficar, nunca mais dormi uma noite inteira e... SOU A PESSOA MAIS FELIZ DO MUNDO!!!

Tenho agora na minha vida um menino que amo incondicionalmente, e descobri no meu marido o pai mais maravilhoso que um filho poderia ter. E que continua sendo um marido maravilhoso, que teve a MAIOR paicência comigo esse tempo todo e cuidou de mim nos pequenos percalços do caminho.