segunda-feira, 30 de março de 2009

Passeio

Ontem fomos conhecer o shopping Cidade Jardim. O Tato já foi duas vezes no Morumbi, foi o terceiro passeio em shopping dele!

Adorei lá, super bonito e não fica apinhado de gente. Dá pra arrumar mesa pra tomar café com tranquilidade, circular e utilizar o fraldário que, assim como no Morumbi, é chamado de Espaço Família. Se esquecer a bolsa do bebê não passamos aperto, já que eles dão tudo: fralda, lenços e pomada.

Uma outra vantagem desse shopping é que tudo é tão caro que não se corre o risco de gastar à toa! Vimos um bracelete na H.Stern que custava R$ 244.000,00!!!! Dá pra ter noção do que é isso? É como andar com um belo apartamento pendurado no pulso! Claro, pra nós, que não vivemos nesse mundinho de luxo, glamour e poder!

De qualquer forma foi um passeio super gostoso, almoçamos com minha irmã e minha sobrinha, comprei duas trufinhas na Chocolat Du Jour (R$4,50 CADA, mas muuuuuuuuuuito boas), andamos pela Livraria da Vila... até que era hora de ir pois o Tato precisava tomar banho e dormir!

segunda-feira, 23 de março de 2009

O Parto - Parte Final

Dizem que depois que nasce a mãe fica em segundo plano. Eu só não sabia que era tão rápido, porque depois que terminou tudo me deixaram sozinha na sala! Até que vieram me buscar e levar para a sala de recuperação. Foi um saco ficar lá, não dá pra descansar porque a pressão é medida automaticamente de tempo em tempo. Além disso, não para de chegar mulherada e os enfermeiros fazem a zona. Acabei ficando muito tempo porque dependia do anestesista liberar a ida pro quarto e o homem sumiu. Eu estava de saco cheio, vendo mulher que tinha chegado depois de mim já indo. Ouvi o Du e minha mãe irem perguntar se eu estava bem. Pela demora eles também ficaram preocupados.

Até que fui pro meu quarto, todo mundo estava me esperando lá. Só não me senti melhor porque tive anemia, mas minha recuperação foi boa.

A aventura de ter um filho começa na hora em que o exame dá positivo - a partir daí, só aumenta o frio na barriga! A gente chega em casa vindo do hospital com cara de acelga e tem que cuidar do pacotinho! Eu não sabia nem por onde começar... mas é impressionante a quantidade de coisas que a gente aprende nas 24 horas depois de chegar do hospital. Fizemos tudo sozinhos, inclusive dar banho, mas contei com ajuda da família. Liguei pra minha mãe várias vezes pedindo pra ela vir fazer almoço!

Já se foram 3 meses... o Tato é um anjo, um doce de menino. Nunca teve cólica, nunca precisou tomar nenhum remedinho. Já dorme da meia-noite às seis da manhã. Meu sono é que nunca mais foi o mesmo! Mas vale a pena. A cada sorriso que ele dá a gente esquece o cansaço, não tem mais sono nem preguiça!

O Parto - Parte III

Nessa altura eu já sentia algumas contrações; sem glamour nenhum, pareciam dor de barriga! Mas ainda não eram nada de insuportável.

Entrei no centro cirúrgico e começaram a me preparar. O mais tenso foi a anestesia. Ou melhor, a analgesia. No final das contas as coisas caminharam e eu consegui parto normal! Por isso não poderia ser anestesiada. Mas sinceramente até hoje não consigo me lembrar exatamente o momento em que o jogo virou e o médico viu que poderia ser parto normal. Acho que as coisas caminharam tão rápido que eu fiquei perdida. Mas enfim, vamos voltar à analgesia.

O momento com o anestesista é tenso. O cara vem com uma bela agulha pra enfiar na coluna, não é um cafezinho não. Achei até bom que o Du não estivesse lá nessa hora, ele tinha ido colocar a "fantasia" dele de pai que está na hora do parto. Senão, ele teria ficado bem preocupado com meu nervosismo.Mas enfim, deu tudo certo e o médico já deixa preparado um cateter (é esse o nome?) pro caso de precisar fazer uma anestesia mesmo.

Aí chegou a hora. As contrações aumentaram, pareciam cólicas menstruais beeeeem fortes. O Du ficou tenso, me perguntava toda hora se estava tudo bem. Coitado, eu sei que virei pra ele no meio do turbilhão e falei "tem muita coisa acontecendo, eu NÃO VOU FICAR TE RESPONDENDO SE TÁ TUDO BEM!!". Não sei se isso deixou ele até mais preocupado!!

Cheguei a perguntar se eu precisava mesmo sentir aquela dor; o anestesista me deu mais um chorinho de remédio mas disse que eu não poderia mais que aquilo, senão já era anestesia. Ah, falando nisso, lembro que eu sentia minhas pernas, mas elas estavam diferentes. Estavam "felizes"! E então, a ordem: faz força! Foi muito rápido, mas muito mesmo. Eu fiz força umas 3 vezes só. O Du, super emocionado olhou pra mim e disse: ele nasceu!!!

Eu nem acreditava. Eram só 20:55 e ele já estava lá, chorando! E nós também. Aliás, é um turbilhão de emoções, eu tinha sensação às vezes de que não conseguia me controlar muito. Teve choro, teve grito pra fazer força... é impressionante como nessa hora a natureza age e tudo mais se cala.

Mas depois, era só alegria e felicidade!! Não tinha nem mais uma dorzinha sequer!

sexta-feira, 20 de março de 2009

O Parto - Parte II

Segundo o médico eu já estava em trabalho de parto, mas não sentia absolutamente nada de diferente. Enfim, atravessamos a rua e fomos para o São Luiz. Fiz todo o processo da minha internação calmamente, liguei para minha irmã pedindo para que ela passasse em casa para pegar minha mala e avisamos as avós. Falamos que não precisavam se apressar, ainda estávamos no começo do trabalho de parto e para isso não há previsão, podia levar de 6 a 8 horas, ainda mais se tratando de primeira gravidez.

Fui para a sala de pré-parto onde se monitoram os batimentos cardíacos do bebê e as contrações. Meu médico chegou em seguida e falou que eu estava tendo contrações. Eu não sentia nada!! Ele chegou a dizer que em sua opinião não seria possível parto normal, que recomendava irmos para o centro cirúrgico e partir para a cesária. Por mim, OK, minha preocupação era fazer o que fosse melhor para mim e para o Tato. Lá fui eu vestir a camisola que deixa a bunda de fora, colocar toquinha e sapatinho, enquanto minha irmã ligava pra minha mãe com a mudança de planos e dizendo que era pra irem pra maternidade logo.

Parti então pro primeiro passeio de cadeira de rodas da minha vida. É um tanto estranho! E ao encontrar pessoas pelo caminho minha vontade era de falar "sai, deixa eu passar que vou ter nenê!".

O Parto - Parte I

Na segunda-feira logo depois do post que fiz contando que tudo estava pronto para a chegada do Tato eu tive mais uma consulta de rotina. Ía ao médico 3 vezes por semana para controlar minha pressão, que estava um pouco alta. Como sempre o Du me levou.

Choveu muito nesse dia, lembro que eu estava nervosa porque acabamos nos atrasando e o Du, atrapalhado no volante por ter que falar com um gringo ao telefone ao mesmo tempo, acabou batendo de leve na traseira de um carro. nem aconteceu nada, a senhorinha do carro nos desculpou e fomos embora. Eu me sentia super bem, dentro do possível permitido com aquele barrigão. A única coisa é que sentia as tais contrações de Braxton-Hicks, que não doem nada, só deixam a barriga dura.

Chegamos lá às 17:00, batemos papo como sempre. O médico quis fazer exame de toque, e confesso que foi uma das coisas mais doídas de toda a gravidez. Mediu a pressão. Fez ultrassom (tem hífen? nem sei como ficou a reforma ortográfica). O Tato estava super bem. Minha pressão estava 13x9. Eu tinha 3 dedos de dilatação. Recomendação médica: atravesse a rua e vá para a maternidade!!

terça-feira, 10 de março de 2009

Minha nova vida!

Meu anjo já tem quase 3 meses (tudo bem, falta um tempinho ainda pros 3) e só agora eu consigo postar alguma coisa. Queria ter falado do parto, colocado fotos... ainda pretendo fazer isso!

Por ora fica a evidente mensagem de que minha vida é uma correria só, tudo gira em função do pequeno homenzinho que veio no dia 22/12/2008 e mudou completamente nossa existência! As vezes que consigo sentar na frente do computador são para pagar contas e preencher formulários de reembolso!

Fora isso, não tinjo meu cabelo há quase 1 ano, minhas roupas de antes da gravidez servem mal e porcamente, alguns quilos resistem em ficar, nunca mais dormi uma noite inteira e... SOU A PESSOA MAIS FELIZ DO MUNDO!!!

Tenho agora na minha vida um menino que amo incondicionalmente, e descobri no meu marido o pai mais maravilhoso que um filho poderia ter. E que continua sendo um marido maravilhoso, que teve a MAIOR paicência comigo esse tempo todo e cuidou de mim nos pequenos percalços do caminho.