segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A eterna culpa

Hoje a segunda-feira entrou com os dois pés na porta. Ainda o cansaço dos preparativos da festa, a fila de coisas esperando sua vez de serem feitas, o filho querendo brincar, brincar e brincar, o humor que estava nos piores dias.

Eu tentava colocar ordem na sala pra então colocar ordem na vida. O Tato não parava de chamar pra brincar de massinha, com o joguinho da televisão, pedia pra andar de triciclo lá fora - comigo empurrando, lógico. A panela de pressão foi pro fogo alto.

Marido foi embora pro trabalho desejando um bom dia e eu com a pior cara do mundo. O monte de coisas pra fazer e tudo que eu pensava era que com uma babá 80% dos problemas estariam resolvidos naquele momento, mas infelizmente não dá pra sonhar com esse artigo de luxo. Sentei na frente do computador pra encaminhar os emails necessários pro marido descascar a mandioca em cima do pessoal da animação da festa que não entregou o brinquedo certo e o Tato insistindo em atenção, colo, colo... ai meu Deus, eu ainda tinha que devolver o cilindro de gás hélio usado pros balões e fazer compras pois a geladeira só tinha um vazio desolador. E lá vem o Tato pendindo colo, colo...

Ai, tá bom, vem cá. "Bigado mamãe". Pronto. Me traz a faca pra eu cortar meus pulsos. Ele agradeceu meu colo e ainda ficou quietinho, rabiscando em um papelzinho. Depois nos sentamos no sofá e ficamos brincando juntos, ele me acariciando o rosto, cantando musiquinhas, e eu querendo morrer uma morte bem dolorida pra me redimir de todo meu azedume com ele e com o mundo.

Almoçamos juntos, nós e nossa fiel empregada. Subi pra a faxina geral pós-refeições e ele adormeceu contente, nos meus braços.

E eu com a culpa, a eterna culpa, até agora a culpa. Nessas horas eu me odeio, tanto, tanto. ..

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Selo Pink Luuuuuxoooo


Ai que eu fiquei muito feliz! Ganhei um Selo Pink Luxo da Fabi Deziderio, do blog Mãe do Avesso. Conforme ela explicou em seu blog (imperdível, por sinal), o selo significa que fazemos parte virtual das vidas umas das outras.

Agora é minha vez de retribuir o beijo. Segue a lista das minhas amigas virtuais e reais que vão ganhar um beijinho:




- Lu Panzuto: blog de decoração muito legal! http://interiordodesign.blogspot.com
- Gabi Butcher: fotógrafa de olhos cheios! http://scrapzone.wordpress.com
- Sayu: tem DOIS blogs sobre comida, nham nham!!: http://www.soscozinhando.com e http://www.sashimisecret.com

Taí a singela listinha!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

É a mãe!

- Nossa, que cabelo comprido! Sua mãe não vai mais cortar seu cabelo não?

- Que unha comprida! Sua mãe precisa cortar hein?

- Ah coitado, ainda não almoçou? Sua mãe tá te judiando né?

- Nossa, sua mãe ainda não levou você pra praia?

- Ainda de fraldas? Sua mamãe precisa te colocar no piniquinho!

- Tó mamãe, seu filho fez cocô.

- Nossa mamãe, mas ele vai comer só isso? tudo isso? isso?

A todos vocês que adoram dar pitacos e cobrar as mães sobre assuntos que absolutamente não lhes dizem o menor respeito, por gentileza, vão às suas respectivas que os pariram. Ajuda sempre é benvinda. Mas palpite torra o saco.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Aaaaaah, mas que SACO!!!!

Ontem rolou uma discussão muito boa no Facebook depois que eu publiquei um artigo da Folha de São Paulo sobre as famosas que não fazem resguardo após terem filhos, e saem por aí fazendo dieta, malhando e falando asneira, quando deveriam estar quietinhas fazendo o que é certo.

Hoje entro no Terra e vejo uma chamada sobre famosas que continuam saradas depois de terem filhos.

(CUIDADO, AÍ VEM PALAVRÃO)

Mas puta que pariu, que inferno!!! Que desserviço pro mundo! Há mulheres que conseguem um corpão depois de ter filhos? Sim, há, assim como existem aquelas que são lindas e magras a vida inteira e a gente as conhece desde os tempos de colégio. Mas a maioria das mulheres normais NÃO É ASSIM! A gente engorda na gravidez, ganha estrias, o rosto incha, os pés inflam, mijamos de minuto em minuto, andamos feito patas. Depois do filho nascer, o peito explode de leite, racha, dói, os hormônios entram numa montanha russa, a pança sacoleja, fica com gorduras extras onde antes elas não existiam, as olheiras chegam no queixo porque a gente NÃO CONSEGUE DORMIR A NOITE TODA e amamentar não faz emagrecer! Isso é tão verdade quanto falar que amamentando a mulher não engravida.

Porra, que saco!! Aliás, falando sobre dormir a noite inteira, é IMPOSSÍVEL dormir a noite toda com um recém nascido mesmo que ele seja um anjo encarnado na Terra, pelo simples fato de que ele precisa mamar. E vem me falar que essa mulherada amamenta? Manemmorta! Elas devem entrar em dieta assim que o bebê nasce. Deve ser fisicamente impossível elas amamentarem com as dietas malucas que fazem, a carga de exercícios e os tratamentos estéticos. Bom, com o tanto de coisas a que elas se submetem, fica impossível mesmo, pois elas nunca devem estar presentes nos horários de mamadas.

Portanto, que tal começar um movimento contra essas porcarias publicadas? De se admirar mesmo são as mulheres que depois de terem filhos se desdobram mais ainda, conciliando carreiras. Fazem malabarismos entre trânsito, empresa, escolinha, pediatra, noites em claro, escolhem mudar de carreira pra ficar mais perto de seus filhos, ficam longe deles porque têm que trabalhar e não podem contar com ninguém nesse mundo.

Eu sou muito mais eu, com toda minha pança, celulites, estrias, manequim 44 e meu filho amamentado até onde foi possível. Sei de tudo sobre a vida dele, cuido dele, da casa, dos gatos, dos cachorros. Limpo o quintal de cocô, o ranho do nariz do Tato, faço comida, faço compras, batalho pra levar minha carreira adiante. Sou muito mais minhas amigas que trabalham, viajam, procuram novas carreiras, cuidam da casa, dos filhos, não dormem e sim, elas sim estão lindas! Sou muito mais a minha empregada que cuida de 3 filhos sozinha e ainda criou coragem de mandar embora um marido inútil e pai negligente.

À merda com essas celebridadezinhas que só se preocupam em continuar saindo nas capas de revistas inúteis, cultivam a vaidade, perdem tempo flanando de parceiro em parceiro e não sabem o que é construir um lar, uma família.

Viva eu!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Não precisa comentar. Sério.

Outro dia ouvi um comentário da Cris Guerra feito para uma rádio de BH. É um manual sobre como conviver com tatuagens e tatuados. Achei um tanto azedo demais, afinal, não deveria ser tão ruim assim. Hoje, depois de fazer minha tatuagem grandona no braço, dou o braço tatuado a torcer e vejo que ela tem razão.

Por mais incrível que possa parecer, a gente não faz tatuagem pra puxar assunto com desconhecidos na rua. Faz por um motivo todo nosso. No meu caso foi para enfeitar sim, mas principalmente para marcar em mim o que significa ser mãe do meu filho e o que é nosso universo, meu e dele. Simples assim. Pronto.

Não ligo que falem "queria fazer, não tenho coragem, bla bla bla". Mas hoje, numa loja de velas, um senhor se sentiu compelido a puxar assunto e se estender. Ficou falando que não tem coragem, que a minha devia ser recente, que não gosta de tatuagem na perna, que fulaninho não sei das quantas tatuou sei lá o que enorme e depois se arrependeu... sei que não fez por mal, mas é engraçado ver o impacto que uma tatuagem grande tem nas pessoas.

Bem, que seja feita justiça. O cabelo dele repartido desde a orelha pra disfarçar a careca também me chamou a atenção. Mas pelo menos eu não falei nada sobre isso.

sábado, 30 de outubro de 2010

Harmonização de vinhos...

Olha, pode falar que isso é rancor de ignorante que não entende nada do assunto, mas essa coisa de fazer carnaval em cima de vinhos, com cursos que custam R$ 3.500,00 por 5 dias, programa em rádio e esse papo sobre harmonização que já contaminou até as cervejas e pingas, pra mim, é uma tremenda falta de coisa mais séria pra fazer.

Hobby de alguns? Tudo bem, aceito. Pra gente desanuviar tem mais que se ocupar com coisas ditas "fúteis" de vez em quando mesmo. Mas ontem eu achei o cúmulo do absurdo da cabacice quando, ao ouvir um programa de rádio sobre vinhos na CBN, sim, claro, com aquele tiozinho entojado da Globo, a mocinha apresentou sua angústia enorme pois havia cometido um erro terrível num restaurante francês! Ela e o marido escolheram uma garrafa de vinho antes de escolherem o prato e, OH!, um escolheu um carré de cordeiro e o outro um camarão à provençal!!!! MEU DEUS!!! E AGORA??? Como harmonizar o vinho com uma carne vermelha e frutos do mar AO MESMO TEMPO??? A fofa disse que foi uma "situação embaraçosa".

Ah, me poupe!!!! Tanta coisa melhor pra se preocupar. Eu, quando vou ao restaurante, acabo terminando meu drink junto com o prato porque demoro pra terminar o copo. Vou ser banida dos lugares? Terei minha foto distribuída para evitar que me deixem entrar em lugares bacanudos porque não sei combinar bebida com prato? E agora que não como mais carne vou ter que consultar um especialista para saber o que harmoniza melhor com proteína de soja? Quem sabe Cidra Cereser, né minha gente?

A coisa mais sábia que já ouvi sobre vinhos foi o seguinte: vinho bom é aquele que você gosta. Sem essa de ter que ser caro, safra tal, com uva tal... se você gosta de um vinhozinho que tem lá no mercado onde você costuma fazer compras, esse é o melhor vinho pra você! E você pode tomar com lasanha, mortadela, bolinho de soja, miojo, sorvete...

Pessoas que perdemos pelo caminho

Para uma pessoa que se lamenta por querer seu telefone tocando mais vezes e ter muitos amigos em volta constantemente, não entendo como posso deixar escapar da minha vida algumas pessoas sensancionais. Bestamente.

Um telefonema que esqueço de dar, um convite que não atendo e assim, de pouquinho em pouquinho, aquela pessoa super bacana já não me procura mais porque eu não mostrei a atenção que deveria. E é impressionante como as falhas acabam recaindo sempre nessa mesma pessoa pra que o afastamente termine por se concretizar.

Foram colegas de colégio, faculdade, trabalho... o jeito é tomar cuidado pra não perder as pessoas incríveis que estão comigo agora.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Living Graves

Só podia mesmo ter "ganhado" esse poema daquela que é uma amiga mais que amada e querida e irmã! Obrigada minha linda! Esse poema é maravilhoso!

LIVING GRAVES
George Bernard Shaw (1856-1950)
We are the living graves of murdered beasts,
Slaughtered to satisfy our appetites.
We never pause to wonder at our feasts,
If animals, like men, can possibly have rights.
We pray on Sundays that we may have light,
To guide our footsteps on the path we tread.
We’re sick of War, we do not want to fight –
The thought of it now fills our hearts with dread,
And yet – we gorge ourselves upon the dead.
Like carrion crows, we live and feed on meat,
Regardless of the suffering and pain
We cause by doing so, if thus we treat
Defenseless animals for sport or gain,
How can we hope in this world to attain
The PEACE we say we are so anxious for.
We pray for it, o’er hecatombs of slain,
To God, while outraging the moral law.
Thus cruelty begets its offspring – WAR.

Eu AMO Palavra Cantada

Já gostava deles antes mesmo de conhecer o amor da minha vida 1. Conheci o Palavra Cantada quando minha sobrinha mais velha era criança e ali mesmo já comecei a colecionar os CD's deles. Agora, com o amor da minha vida 2, a coleção aumentou ainda mais, graças aos presentes da dinda Célia. O DVD deles não para de rodar, quando não por pedidos do Tato, por minha vontade mesmo - não tenho achado nada de útil na TV ultimamente.

Pois bem, nesses últimos DVD's conheci a música Pé de Nabo. Me fala se ela não diz tudo? Se não é uma fofura e dá uma alegria, se não faz a gente pensar "puxa, é mesmo né?".

Pé de Nabo
Palavra Cantada

Ser assim é uma delícia
Desse jeito como eu sou
De outro jeito dá preguiça
Sou assim pronto e acabou

A comida de costume
Como bem e não regulo
Mas tem sempre alguns legumes
Que eu não sei como eu engulo

Brincadeira, choradeira,
Pra quem vive uma vida inteira
Mentirinha, falsidade,
Pra quem vive só pela metade

Quando alguém me desaponta
Paro tudo e dou um tempo
Dali a pouco eu me dou conta
Que ninguém é cem por cento

Seja um príncipe ou um sapo
Seja um bicho ou uma pessoa
Até mesmo um pé-de-nabo
Tem alguma coisa boa


Um adendo: em minhas broncas de brincadeira, minha ameaça ao Tato é que, se ele não se comportar, vou comprar o DVD Xuxa para baixinhos pra ele!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Daí que quando você viaja e seu filho não liga a mínima pra você porque está se divertindo com TODAS AS OUTRAS PESSOAS e não te chama nenhuma vez, chateia sim. Chateia porque a mãe não deixa de ser mãe e de se preocupar com tudo sobre seu filho, e logicamente sobram pra ela todas as tarefas chatas e que ele detesta parar de brincar pra cumprir, como tomar banho, tomar xarope, almoçar na hora certa, passar protetor solar, usar chapéu, tomar água, tomar suco.

Depois de cumpridas, lá vai ele se desvencilhando da mãe e correndo brincar com todos... menos ela.

fazendo jus ao nome do blog

Pequenos veneninhos que jorram da minha cuca em dias azedos:

- Só eu acho que a Willow Smith tem/terá sérios problemas de egocentrismo, arrogância, prepotência, relacionamento e que não é nada gracinha uma menina de 9 anos se montar daquele jeito e nego achar a menina uma diva? Além disso, acho que dá pra acrescentar uma aneurexia precoce na lista de problemas dela. Só concordo com uma coisa: segundo Katylene, a pequena beterraba é resultado do cruzamento de Lady Gaga com Neymar;

- Tammy di Calafiori parece nome de perfume de pobre, desses que você só encontra em farmácia. Do interior;

- Já Taila Ayala parece refrão de musiquinha de acampamento. tailaialalalala,tailaialelele, tailaialilili...

- Naonde que nego acha que é ação promocional pra uma empresa convidar um bando de celebridades creyças pra camarote de show? Fosse eu uma picuda de algum cargo, enchia o camarote de funcionário que rala o ano todo. Todo mundo iria trabalhar mega feliz e aposto que daria um puta retorno de mídia do mesmo jeito, senão maior ainda.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Como todo dia de semana normal, deixei o Tato na escola e fui tratar de coisas da rotina. Tinha que abastecer o carro e fazer compras no hortifruti. Ao cruzar a Av.Santo Amaro, meu coração ficou pequeno. Vi uma mãe com uma carinha bem sofrida carregando seu filho. Era um menino grande, de seus 12 ou 13 anos, aparentava algum problema mental, com certeza sofria de algum problema físico. Fui vendo pelo retrovisor aquela mulher que o carregava pela rua, provavelmente procurando uma condução.

Fiquei pensando no sofrimento dela, comparando ao meu conforto. Eu dirigia meu carro, tinha acabado de deixar meu filho saudável na escola brincando feliz com seus amigos. Ela carregava o menino, devia estar longe de casa, não tinha o mínimo necessário para tratar o menino - e ela - com alguma dignidade.

Passei, fui embora. A imagem dela ficou. E em mim a sensação de que eu deveria estar fazendo mais coisas nessa vida.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Hoje eu escrevi o seguinte no Facebook: Uma das maiores lições que aprendi com meu marido lindo nesse tempo em que estamos juntos é que não podemos esperar que os outros façam o mesmo que faríamos. Não podemos esperar por atitudes iguais às nossas, mas, mesmo assim, mesmo decepcionados, temos que continuar agindo como manda nosso coração. Mas é difícil. Às vezes a mágoa é maior e eu acabo ficando longe...

Pois bem, eu sei que sou um ser com complexo de rejeição, mas o fato é que às vezes é difícil seguir sempre na boa quando a gente acha que considera as pessoas demais e elas te consideram de menos. Meu sonho de vida era ser aquela pessoa que todos querem ter por perto, cujo telefone não para de tocar com convites pra qualquer coisa besta, como um café, um chá, um bolo Pullman, ou um simples alô só pra ver se está tudo bem. Mas geralmente é bem difícil do telefone tocar.

Aqui eu tenho que citar o exemplo de um casal de amigos dos meus pais. Eles se conhecem desde sempre, desde que minha mãe usava aqueles sutiãs pontudos e nem era época de Madonna na turnê Blond Ambition! O amigo dele deve estar beirando os 80 anos e ele NUNCA, mas NUNQUINHA mesmo deixa passar um aniversário de ninguém da minha família. Pode esperar, chega o nosso dia e lá vem a ligação dele e da esposa. E eu tenho falhado nos últimos aniversários deles... acabo deixando pra depois, depois, depois e o dia passa e eu não retribuo o carinho.

Ainda assim ele sempre liga. Vai ver é só mais um reforço dessa grande lição. Não fique preso ao que as outras pessoas fazem ou ao que você acha que elas deveriam fazer. Preste atenção aos seus próprios atos e continue fazendo o que você acha certo. E quando errar ou magoar alguém, mantenha os olhos abertos para perceber e tenha humildade para voltar atrás e corrigir.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Trânsito. Ah, o trânsito!

Inspirada pelo post de um amigo no twitter, que recentemente desejou boas energias a mais um habilidoso motorista que trafega nas ruas de nossa tão tranquila São Paulo, venho aqui também desabafar sobre alguns dos comportamentos mais comuns e mais imbecis que percebo aumentar a cada vez que saio por aí dirigindo meu possante. Vamos lá:

- PARE. Oi? É comigo?
Imagina, parar ao ver uma placa de PARE? Que é isso, pra que perder tempo com bobagem. Essa placa figura em tantos cruzamentos pela cidade somente de enfeite. E quando não é só enfeite, sempre é para o outro motorista parar. Nunca o bonzão, o micareteiro do Celta ou do Palio (insira aqui sua repreensão à minha pessoa preconceituosa) que tem mais é que andar por aí sem se preocupar com mais ninguém.

- Rotatória. Eeeeeee, vamos ver quem passa mais rápido!
Mas que legal esse pessoal da engenharia de tráfego, colocou pela cidade uns obstáculos pra que nosso passeio por aí fique mais divertido. Ao avistar um desses, faça como os micareteiros: acelere e passe bem rápido! Nem repare numa placa em formato de triângulo que geralmente está junto desses desenhos no chão e que traz os dizeres "Dê a preferência". Que piada. Como assim né, dar a preferência? Será que alguém ainda acredita na lenda urbana que diz que se deve reduzir a velocidade e dar a preferência pra quem estava antes na rotatória?

- Faixa de pedestre
Ah não, essa aqui é muito bobinha. Uns códigos de barra no chão colocados à toa. As tiazinhas empurrando carrinho de bebê que se danem. Aliás, o que estão fazendo na rua com crianças?

- Usar a seta. Ah, era pra usar é?
Sinalizar curvas, mudanças de faixa ou ao sair de uma vaga é coisa de trouxa e de cara que não é macho, afinal, homem que é homem não fica pegando naquele troço comprido que tem do lado esquerdo do volante. E mulher? Também não pega? Tá ocupada falando no celular com as colega do selviço.

Ufa, pronto. Tem muito mais, infelizmente. Mas por enquanto é só.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Alienadinha

Eu estou me alienando pra sobreviver. Não assisto noticiário, mal sei quem são os candidatos às eleições, não sei quais são as últimas desgraças da cidade. Tudo o que sei é a grade de programação do Discovery Kids e do Nickelodeon, o que está acontecendo em alguns seriados, as desculpas inventadas pela Paris Hilton na última prisão e que a Palmirinha vai pra Globo.

Só assim eu consigo me manter sã.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

De volta à minha época

Todo mundo já sabe e já falou que hoje em dia não conseguimos viver sem coisas que alguns anos atrás eram totalmente dispensáveis, até mesmo porque nem existiam. Era internet, celular, forno de pizza em casa e, mais recentemente, festa em buffet infantil.

Já fui em muitas, da família, de amigos, de amigos dos meus sobrinhos. No primeiro aniversário do Tato optei por não fazer em um desses. Tendo o privilégio de morar numa casa espaçosa e o saco e a vontade de fazer esse tipo de bagunça no próprio lar, foi a escolha que pareceu mais acertada para nós. Fizemos tudo do nosso gosto, no horário que quisemos, sem hora pra acabar. Bem, quer dizer, acabou tendo hora pra terminar porque, mesmo sendo em casa, achei que seriam necessárias algumas coisas especiais para que a festa do Tato fosse digna de um primeiro aniversário - e que têm hora para serem retiradas. Aluguei uma mesa enorme, dessa que montam em buffet; aluguei brinquedos pras crianças mais velhas; arrumei um cantinho com brinquedos de bebê para os pequetitos; contratei fotógrafa (Gabi Butcher, super recomendo!) e ajuda extra para servir e arrumar a casa. No final das contas, não economizei muito se comparando com buffets mais simples e o resultado foi uma sala enorme que ficou pequena com a mesa imensa, brinquedos às moscas porque as crianças maiores não quiseram nem saber deles, nem o cantinho dos bebês teve utilização. O saldo é que eu não me arrependo de nada e acho que o primeiro aniversário do meu filho foi exatamente como eu sonhava.

Só que não dá pra repetir a dose todo ano. Depois que passa a euforia e o excesso de zelo com o primeiro filho, vamos percebendo as coisas que realmente fazem a diferença pra que ele tenha uma infância feliz e pra que tudo combine com a realidade financeira em que vivemos sem perder o carinho e o cuidado. Eu me lembro até hoje que no meu aniversário de 4 anos minha mãe fez uma linda torta de maçã, pôs a mesa, chamou poucos amiguinhos e cantou parabéns. Eu estava feliz da vida! As fotos estão aí até hoje para mostrar meu sorriso. Depois desse eu ganhei muitas festinhas feitas em casa, com enfeites caprichados montados pela minha mãe e minhas irmãs - até as garrafas de guaraná elas decoravam! Mas eu me lembro com muito carinho dessa festinha simples de quase 31 anos atrás.

Neste ano vou tentar simplificar as coisas ainda mais na hora de comemorar os 2 aninhos do Tato. A mesa eu já tenho. É uma super mesa coringa que montamos nas reuniões em casa, que nada mais é do que uma porta com 2 cavaletes comprados no Leroy Merlin, e que não vão tomar a sala toda. Decoração vai ser by 25 de março ou, quando muito, Palácio dos Enfeites. Salgadinhos da padoca que manda muuuuuuito bem, docinhos que eu mesma faço e bolo encomendado - mas nada de pasta americana, um bom e velho bolo com raspas de chocolate. Ah, e o mais importante: a casa cheia de pessoas queridas e um menininho sapeca correndo, feliz da vida, fazendo a maior bagunça, sabendo que o amor que temos por ele é astronomicamente maior que o preço do mais caro dos buffets!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Ontem fui à pré estréia de Sex and the City 2. Amei, adorei, achei melhor que o primeiro filme. Sim, eu sei que o filme é leve, despretensioso, feito para divertir os fãs da série - e qual o problema disso? - mas um dos temas que ele trata me fez até ficar com lagriminhas nos olhos pela identificação: as dores de ser mãe.

Charlotte tem tudo que ela sempre quis, uma família com duas filhas que ela ama, mas que a deixam louca muitas vezes. E eu sei bem o que é isso. Sei o que é olhar pro seu filho lindo, com quem você sonhou tanto, e sorrir ao mesmo tempo em que chora desesperadamente porque não está aguentando mais!

Semana passada mesmo eu achei que fosse pifar. O Tato ficou doente, logo eu e o Du não conseguimos dormir direito nenhum dia. Na sexta-feira à noite, o Tato se recusava a pegar no sono, eu ainda tinha que terminar os doces pra festa surpresa da minha sogra, tomar banho, fazer mala pra ir a um casamento em Sorocaba depois da festa e estudar francês. Eram 23:00 e o Tato, brigando com o sono depois de tomar mamadeira, vomitou tudo. Troquei ele chorando, eu não aguentava mais! Não era um aguentar de falta de paciência, mas de não conseguir fazer mais nada. Foi nessa hora ainda que descobrimos que ele teve roséola, pois quando fui tirar a roupa suja vi que ele estava coberto por pintinhas vermelhas. Não é nada sério, quando saem as pintinhas é sinal de que a febre foi embora.

Enfim, passado o ápice do stress, veio o momento do sacrifício: alguma coisa teria que ser deixada de lado pois era humanamente impossível cumprir tudo. Foi o francês quem dançou, assim eu teria a manhã de sábado para aprontar as malas com calma. Lógico que decisões como essa vêm com uma boa dose de culpa e sentimento de incompetência. Como eu não consegui dar conta? Tenho empregada todo dia! E minha mãe que teve 4 filhas e nem empregada tinha?

Olha, não sei como ela fazia. Só sei que eu não aguento. Tem hora que dá vontade de chorar sim, de sair correndo, que dá saudades de ficar estirada no sofá fazendo porra nenhuma e não ter que se preocupar com cardápio e banho do filho. Mas, vamos que vamos! A gente sempre acaba dando um jeito!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Let it Be

When I find myself in times of trouble, mother Mary comes to me,
speaking words of wisdom, let it be.
And in my hour of darkness she is standing right in front of me,
speaking words of wisdom, let it be.

Let it be, let it be, let it be, let it be.
Whisper words of wisdom, let it be.

And when the broken hearted people living in the world agree,
there will be an answer, let it be.
For though they may be parted there is still a chance that they will see,
there will be an answer. let it be.

Let it be, let it be, .....

And when the night is cloudy, there is still a light, that shines on me,
shine until tomorrow, let it be.
I wake up to the sound of music, mother Mary comes to me,
speaking words of wisdom, let it be.

Let it be, let it be, .....

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

20 anos depois

Ontem eu me senti em um filminho americano de high school, daqueles com o reencontro de alunos do colegial depois de alguns anos. Foi o seguinte: cheguei atrasada, pra variar, na aulinha do Tato e fui entrando correndo com ele. As outras crianças já estavam espalhadas pela sala, o que significa que já havia acontecido o ritual inicial de sentar em roda e cantar a musiquinha de boas vindas (ainda tem que colocar hífen? Não sei mais escrever!).

Pois bem, o Tato começou a zanzar, eu indo atrás dele, e eis que vejo uma das mães que me parecia familiar. Fui perguntar se ela havia estudado no mesmo colégio que eu e sim, havia estudado lá, era ela mesma. A parte filme de high school da coisa é porque ela ainda tem o mesmo cabelo, da mesma cor, mesmo corpo (mesmo depos de ter tido gêmeas - ela era da turma das atletas-loiras-populares), a mesma cara, o mesmo jeito. Bom, a mesma cara eu também tenho, ela e eu temos um pouquinho de tempo estampado no rosto, afinal, lá se vão 20 anos. Mas eu me senti do grupinho das feiosas gordinhas, sabe. Mesmo depois de anos, me senti impopular. Será que isso nunca acaba?