sexta-feira, 28 de maio de 2010

Ontem fui à pré estréia de Sex and the City 2. Amei, adorei, achei melhor que o primeiro filme. Sim, eu sei que o filme é leve, despretensioso, feito para divertir os fãs da série - e qual o problema disso? - mas um dos temas que ele trata me fez até ficar com lagriminhas nos olhos pela identificação: as dores de ser mãe.

Charlotte tem tudo que ela sempre quis, uma família com duas filhas que ela ama, mas que a deixam louca muitas vezes. E eu sei bem o que é isso. Sei o que é olhar pro seu filho lindo, com quem você sonhou tanto, e sorrir ao mesmo tempo em que chora desesperadamente porque não está aguentando mais!

Semana passada mesmo eu achei que fosse pifar. O Tato ficou doente, logo eu e o Du não conseguimos dormir direito nenhum dia. Na sexta-feira à noite, o Tato se recusava a pegar no sono, eu ainda tinha que terminar os doces pra festa surpresa da minha sogra, tomar banho, fazer mala pra ir a um casamento em Sorocaba depois da festa e estudar francês. Eram 23:00 e o Tato, brigando com o sono depois de tomar mamadeira, vomitou tudo. Troquei ele chorando, eu não aguentava mais! Não era um aguentar de falta de paciência, mas de não conseguir fazer mais nada. Foi nessa hora ainda que descobrimos que ele teve roséola, pois quando fui tirar a roupa suja vi que ele estava coberto por pintinhas vermelhas. Não é nada sério, quando saem as pintinhas é sinal de que a febre foi embora.

Enfim, passado o ápice do stress, veio o momento do sacrifício: alguma coisa teria que ser deixada de lado pois era humanamente impossível cumprir tudo. Foi o francês quem dançou, assim eu teria a manhã de sábado para aprontar as malas com calma. Lógico que decisões como essa vêm com uma boa dose de culpa e sentimento de incompetência. Como eu não consegui dar conta? Tenho empregada todo dia! E minha mãe que teve 4 filhas e nem empregada tinha?

Olha, não sei como ela fazia. Só sei que eu não aguento. Tem hora que dá vontade de chorar sim, de sair correndo, que dá saudades de ficar estirada no sofá fazendo porra nenhuma e não ter que se preocupar com cardápio e banho do filho. Mas, vamos que vamos! A gente sempre acaba dando um jeito!