quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Como todo dia de semana normal, deixei o Tato na escola e fui tratar de coisas da rotina. Tinha que abastecer o carro e fazer compras no hortifruti. Ao cruzar a Av.Santo Amaro, meu coração ficou pequeno. Vi uma mãe com uma carinha bem sofrida carregando seu filho. Era um menino grande, de seus 12 ou 13 anos, aparentava algum problema mental, com certeza sofria de algum problema físico. Fui vendo pelo retrovisor aquela mulher que o carregava pela rua, provavelmente procurando uma condução.

Fiquei pensando no sofrimento dela, comparando ao meu conforto. Eu dirigia meu carro, tinha acabado de deixar meu filho saudável na escola brincando feliz com seus amigos. Ela carregava o menino, devia estar longe de casa, não tinha o mínimo necessário para tratar o menino - e ela - com alguma dignidade.

Passei, fui embora. A imagem dela ficou. E em mim a sensação de que eu deveria estar fazendo mais coisas nessa vida.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Hoje eu escrevi o seguinte no Facebook: Uma das maiores lições que aprendi com meu marido lindo nesse tempo em que estamos juntos é que não podemos esperar que os outros façam o mesmo que faríamos. Não podemos esperar por atitudes iguais às nossas, mas, mesmo assim, mesmo decepcionados, temos que continuar agindo como manda nosso coração. Mas é difícil. Às vezes a mágoa é maior e eu acabo ficando longe...

Pois bem, eu sei que sou um ser com complexo de rejeição, mas o fato é que às vezes é difícil seguir sempre na boa quando a gente acha que considera as pessoas demais e elas te consideram de menos. Meu sonho de vida era ser aquela pessoa que todos querem ter por perto, cujo telefone não para de tocar com convites pra qualquer coisa besta, como um café, um chá, um bolo Pullman, ou um simples alô só pra ver se está tudo bem. Mas geralmente é bem difícil do telefone tocar.

Aqui eu tenho que citar o exemplo de um casal de amigos dos meus pais. Eles se conhecem desde sempre, desde que minha mãe usava aqueles sutiãs pontudos e nem era época de Madonna na turnê Blond Ambition! O amigo dele deve estar beirando os 80 anos e ele NUNCA, mas NUNQUINHA mesmo deixa passar um aniversário de ninguém da minha família. Pode esperar, chega o nosso dia e lá vem a ligação dele e da esposa. E eu tenho falhado nos últimos aniversários deles... acabo deixando pra depois, depois, depois e o dia passa e eu não retribuo o carinho.

Ainda assim ele sempre liga. Vai ver é só mais um reforço dessa grande lição. Não fique preso ao que as outras pessoas fazem ou ao que você acha que elas deveriam fazer. Preste atenção aos seus próprios atos e continue fazendo o que você acha certo. E quando errar ou magoar alguém, mantenha os olhos abertos para perceber e tenha humildade para voltar atrás e corrigir.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Trânsito. Ah, o trânsito!

Inspirada pelo post de um amigo no twitter, que recentemente desejou boas energias a mais um habilidoso motorista que trafega nas ruas de nossa tão tranquila São Paulo, venho aqui também desabafar sobre alguns dos comportamentos mais comuns e mais imbecis que percebo aumentar a cada vez que saio por aí dirigindo meu possante. Vamos lá:

- PARE. Oi? É comigo?
Imagina, parar ao ver uma placa de PARE? Que é isso, pra que perder tempo com bobagem. Essa placa figura em tantos cruzamentos pela cidade somente de enfeite. E quando não é só enfeite, sempre é para o outro motorista parar. Nunca o bonzão, o micareteiro do Celta ou do Palio (insira aqui sua repreensão à minha pessoa preconceituosa) que tem mais é que andar por aí sem se preocupar com mais ninguém.

- Rotatória. Eeeeeee, vamos ver quem passa mais rápido!
Mas que legal esse pessoal da engenharia de tráfego, colocou pela cidade uns obstáculos pra que nosso passeio por aí fique mais divertido. Ao avistar um desses, faça como os micareteiros: acelere e passe bem rápido! Nem repare numa placa em formato de triângulo que geralmente está junto desses desenhos no chão e que traz os dizeres "Dê a preferência". Que piada. Como assim né, dar a preferência? Será que alguém ainda acredita na lenda urbana que diz que se deve reduzir a velocidade e dar a preferência pra quem estava antes na rotatória?

- Faixa de pedestre
Ah não, essa aqui é muito bobinha. Uns códigos de barra no chão colocados à toa. As tiazinhas empurrando carrinho de bebê que se danem. Aliás, o que estão fazendo na rua com crianças?

- Usar a seta. Ah, era pra usar é?
Sinalizar curvas, mudanças de faixa ou ao sair de uma vaga é coisa de trouxa e de cara que não é macho, afinal, homem que é homem não fica pegando naquele troço comprido que tem do lado esquerdo do volante. E mulher? Também não pega? Tá ocupada falando no celular com as colega do selviço.

Ufa, pronto. Tem muito mais, infelizmente. Mas por enquanto é só.