quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Apocalypse Now

Ufa. O começo do ano foi meio apocalíptico. Posso estar exagerando um tanto, afinal eu sou daquelas que "over react" pra quase tudo que acontece, mas que foi foda, foi.

Preocupações sérias com saúde, Tato mudando de escola, contas assustadoras, Du sofrendo, empregada partindo, minha vida profissional em cheque. Não foi nada fácil. Teve dias que a minha impressão era de  que as 24 horas não passariam nunca, de tão pesadas, tão angustiantes. Foi muito cansaço mental e físico, muito mesmo. Há 3 semanas eu estava atingindo um ponto que parecia o limite, dava desespero pensar que eu não tinha como ficar parada e descansar um pouco. Tinha o Tato pra cuidar, a casa pra limpar, as encomendar pra entregar e a vida pra tocar. 15 minutos que eu parasse significavam coisas não feitas e que ninguém mais faria.

Mas o tempo passou e curou muito. Os problemas de saúde controlados, o Tato amando sua escola nova, as contas entrando nos eixos, Du bem (de saco cheio, mas bem), empregada nova em treinamento, minha vida profissional ainda na balança.

Ainda há muito que se fazer, mas aquele desespero se foi. Já consegui voltar ao meu capricho de madame de fazer as unhas toda semana e mante-las bonitas por mais de 2 dias. Eu só queria não ser tão tonta a ponto de despender tanta energia pensando em coisas feias. Quando tudo está bem eu fico com tanto medo que começo a desconfiar que alguma coisa ruim se avizinha. Por que eu não canalizo toda essa criatividade em pensar catástrofes pra pensar coisas boas, não é mesmo?

Já são 35 anos e eu não consegui aprender. Já tenho idade mais do que suficiente pra ter aprendido que não dá pra controlar tudo, que a vida acontece do que jeito que tem que acontecer mesmo que a gente planeje tudo pra ser de outra forma. E que é muito melhor passar por tudo com um sorriso no rosto e a leveza de não levar tudo tão a sério. Mas acho que vou precisar de mais 35 anos pra colocar em prática.