segunda-feira, 21 de março de 2011

Ainda há delicadeza na selva

Recebi na semana passada um e-mail da menina de quem adotei meu estrupício-mor, o Bart, informando sobre outros casos de adoção. Ela sempre manda os updates. Um deles me chamou muito a atenção.

Eu nem lembrava desse caso, na verdade acho que ela não me mandou mensagem na época em que o cachorrinho foi resgatado, pois eu tenho certeza de que me lembraria desta foto:


Imagine só, que o moço, dono da moto, encontrou esse pequeno embaixo de sua motoca. Como estava cheio de trabalhos no dia, não teve dúvidas: colocou o peludo na mochila e trabalhou com ele o dia todo, até poder enfim ir pra casa. Cuidou dele, se prontificou a arcar com castração e vacinas até que alguém pudesse adota-lo.

Como não se emocionar diante da delicadeza desse moço? Um moço daqueles pra quem a gente geralmente só tem reclamação, de ficar zanzando por aí com sua moto nesse trânsito maluco.

Eu fiquei com vontade de mandar um email pra ele, mas ainda não tive coragem. Talvez ele me ache boba por querer falar que o mundo é melhor por ter uma pessoa como ele, que tinha motivos pra largar o bichinho onde ele estava, mas não, mesmo numa moto, mesmo tendo que trabalhar, ele foi lá e cuidou desse cachorrinho. Vontade de falar que uma pessoa como ele só merece uma vida muito boa, merece o sucesso, merece toda a torcida de gente que ele nem conhece. Merece que a gente siga o exemplo e mexa as nádegas ao invés de ficar arrumando desculpas.

O cachorrinho? Ah, esse está ótimo! Encontrou um lar!!!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Ai, jura???

Chamada da home da Folha Online:

Cantor Seal entoa hits como "Crazy" no Credicard Hall

Jura?  Sério mesmo que ele cantou uma música dele? Pra mim seria digno de nota se ele tivesse cantado "Meteoro da Paixão". Aí sim né, justifica uma chamada de capa.

terça-feira, 15 de março de 2011

The worst song EVER!!!

Voltando à essência do nome - um post no melhor espírito Bile Pura.

Ontem ao acessar o twitter vi o nome Rebecca Black entre os TT's mundiais. Fiquei curiosa mas nem dei muita bola, afinal, vira e mexe aparece lá alguém que morreu, foi preso ou sei lá o quê e que a gente não faz a menor idéia de quem seja. Hoje acessei de novo e lá estava o nome. Cliquei pra descobrir quem era a fulana. É uma pequenota de 13 anos que, graças à incrusão digital, fez uma canção, um vídeo e nos presenteou com a pior música cantada pela pior cantora já vista nesta semana (sim, porque alguém duvida que até o final do ano não aparece coisa pior?).

A tadinha é bonitinha, mas canta mal até pra um karaokê. A letra da música é tão, mas tão ruim, que só mostrando um exemplo pra se ter uma idéia: a porra da música chama Friday. Eis que uma parte da letra mui profundamente nos informa:

"Yesterday was Thursday
Today it is Friday
...
Tomorrow is Saturday
and Sunday comes afterwards"

Deu pra sentir a dor? Fora que a voz dela no refrão "Friday, Friday" lembra a voz da Fran Drescher, do seriado The Nanny. Lembram, seus velhinhos? Então, se contar não é suficiente, sofram aqui:



Então gente, tem limite né? Deu dessa coisa de achar que é só gravar um vídeo e colocar no Youtube pra que se faça o milagre. Nem todo mundo é a fofa que acabou indo cantar com a Lady Gaga. Pra curar os ouvidos da Rebecca Black dos inferno, assistam a linda Maria:


Ah, e só uma última informação: a porra da música FRIDAY foi lançada no dia 10 de fevereiro - uma QUINTA-FEIRA.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Domingo, dia tão lindo!

Domingão fizemos um passeio diferente e que me dava vergonha não ter feito nesses meus 35 anos: fomos na Liberdade! Acredita que eu NUNCA havia ido lá?

Não saímos cedo de casa. Sábado fomos visitar um amigo à noite e nós 3 acabamos dormindo tarde, pois quando voltamos ficamos assistindo "os sambas" na TV, como diz o Tato (era o desfile das escolas de samba campeãs do RJ). O resultado foi que nós 3 acordamos lá pelas 10 da manhã no domingo. Fora que, né, nesse tempo bunda que tem feito nem vale a pena sair cedo da cama pra ver se dá pra sair. Mas enfim, acordamos e, 2 cachorros, 4 gatos, café, louça e quintal lavado depois, saímos buscar a Dinda e a Carol para o passeio. E já eram umas 12:30.

Chegamos lá e eu já tive espasmos de alegria ao passar pelos mercadinhos e ver maços e mais maços de chingensai, ou acelga chinesa, que eu simplesmente AMO de paixão. Só não me atrevi a perguntar o que eram as outras verduras porque a mocinha que atendia não falava nicas de português.

Estômago falando "oi, eu estou aqui" e já era hora de ver as opções de comida. Vi uma por uma das barracas e decidimos comprar um yakimeshi pro Tato e um udon pra mim. Veio o prato do Tato e eu pensei comigo "xii, cenoura, vagem, cebola... tá que ele vai comer". O Du teve que ficar equilibrando meu baldinho de udon enquanto eu carregava Tato, prato, mochila e bolsa até um ponto mais tranquilo para a refeição. Bem, isso significa que sentamos na calçada e mandamos ver. E não é que o putico comeu? Comeu direitinho o arroz dele, cheio de vegetais que ele recusa toda santa vez que eu ofereço em casa. Só parou de comer quando eu pedi pro Du assumir a alimentação do garoto e ele me viu comendo o macarrão. Aí quis comer o macarrão comigo. Depois ainda provou o guioza que minha irmã linda trouxe sem eu pedir e que estava uma coisa de delicioso. Tava tão feliz o menino! Enchia o coração de alegria de ver o quanto ele estava curtindo.

Depois andamos um pouquinho pela Galvão Bueno pois eu queria achar a tal da Bakery Itiriki pra provar o suco de pobá mas não tinha a menor idéia de onde o lugar ficava. Bom, não era nessa rua. Era na Rua dos Estudantes, onde fomos depois. Minha santa irmã achou uma mesa perfeita com o Tato enquanto o resto da tropa escolhia quitutes. E eu, emocionada, pedia meu suco de pobá de morango!

Tudo o que eu sabia sobre esse tal suco era que ele tinha lá suas opções de sabor e vinha com as tais bolinhas no fundo, que pareciam sagu, e que por isso o suco vinha com um canudo de bom calibre pra degustar as tais bolotas. E lá veio meu copo, com um líquido rosa Barbie e bolinhas escuras  no fundo. Provei. Puuuuuuuts, achei tão ruim! Parecia suco de chiclete! E as tais bolinhas sem gosto nenhum! Fiquei chateada porque não consegui tomar nem 1/10 do negócio.

Saímos, parada em uma última lojinha que dava comichão de comprar tanta coisa legal, mais uma parada pra adquirir meu chingensai por R$ 3,00 o maço e enfim, buscar o carro no estacionamento absurdo que cobra uma fortuna imensa porque fica mais perto da feira.

Todo mundo no carro, Tato lindo manda um "mamãe, tô com sono" e se entrega ao descanso, depois de comer yakimeshi, udon, guioza, visitar lojas e chamar as lanternas japonesas de bexigas! Já dá vontade de pensar no próximo passeio! O que vamos aprontar no próximo final de semana hein?