sexta-feira, 27 de maio de 2011

Análise escatológica de programas infantis

Faz parte do pacote da maternidade tornar-se plena conhecedora da programação dos canais infantis. Como diria o Agent Smith de Matrix, it's inevitable. Até porque nos ajuda, não tem jeito. Cedo ou tarde você se rende à babá eletrônica que te dá uma forcinha enquanto prepara o almoço ou trabalha no computador. Então que seja pelo menos num canal mais decente, com programas que te deixem tranquila quanto ao conteúdo.

Só que outra coisa inveitável pra mim é o meu gosto com relação aos programas. Eu só deixo o Tato assistir os programas que tenho saco de aguentar. O canal mais assistido aqui é o "Discoveli" (Discovery Kids em Tatês). Até tentei dar uma variada pela Cultura de manhã, mas eles mudaram a grade e voltamos ao DK. Às vezes rola um Nick Junior pra ver as pentelhas da Dora a Aventureira e da Ni-Hao Kai-Lan cedo na semana.

Tendo feito essa preleção, entro aqui para fazer uma análise de alguns programas que assistimos e sobre os quais desenvolvi teorias bem besteirológicas, que podem lembrar um pouco o espírito do delicioso e saudoso Mãe do Avesso da Fabi Dezidério, que agora tem o sério e indispensável Conversa de Mãe. Vamos lá:

- Lazytown
Puta programa chato! Aquele Sportacus é um babaca, devia enfiar aqueles "doces saudáveis" onde não bate o sol. Que pentelho, vai tomar uma cerveja, pára com os esteróides. Deixa as crianças chuparem um pirulito no final de semana, porra. O melhor desse treco é o vilão. O cara é o único que presta. Eu cheguei a achar que o Sportacus queria desenvolver uma relação totalmente proibida e criminosa com a Stephanie, mas depois eu cheguei à conclusão que o que ele queria mesmo era usar os vestidinhos dela e catar o Robbie Rotten num dark room. Ele é uma legítima barbie. Outra coisa: naquela cidade não tem mais ninguém né. As crianças vivem sozinhas em suas casas, abandonadas.

- Tootie e Puddle
Tenho duas teorias para explicar o desenho. Uma é a de que eles são life partners. Porque, né, não são parentes, são "amigos". Um vive viajando, o outro, mais sensível, fica em casa na maioria das vezes fazendo compotas e cuidando da priminha ou sei lá o quê é a Opal. A minha outra teoria é de que aquilo é o céu dos bichinhos. Todos eles já viraram linguiça e presunto e agora vivem naquele mundinho perfeito dos bichinhos, nunca trabalhando, sempre viajando e se divertindo, vivendo num lugar bucólico sem absolutamente nenhum inimigo ou vizinho chato pra aporrinhar a vida e causar uma briguinha sequer. Acho mais plausível. Tootie e Puddle, devemos tê-los encontrado na última ceia de Natal. No prato.

- Pocoyo
Eu amo! Acho tão fofo! O Tato adora também. Mas eu tenho uma teoria triste sobre ele. Eu acho que a mãe do Pocoyo não podia tê-lo e pumba, visitou uma abortion clinic. Aí agora ele, pequenininho, que mal fala, vive feliz naquele lugar que parece um céu todo branquinho, brincando com uma elefanta rosa, um pato, uma cadelinha, dois passarinhos, um polvo e uma lagarta vesguinha. E ainda pilota uma nave que pode ir pro espaço ou pro fundo do mar. Hum, você também começou a achar que isso faz sentido né?

- Sid o Cientista
Desse eu não tenho teorias, mas apenas constatações. Uma é de que o Sid tem um problema sério de saco inflamado, porque ele só anda pulando e de pernas afastadas. Ele nunca dá um passo normal, observem. Outra é de que vivem numa cidade fantasma. Só tem os 4 alunos na escola toda, só os carros da mãe e da avó do Sid circulam pela cidade.

- Mecanimais
Um tanto estúpido. Tudo de plástico, totalmente artificial. E o Sasquatch, que insuportável. Tá lá só pra cumprir cota, ô trem burro. Sempre atrapalhando, sempre as mesmas perguntas. Sobrinho do dono, só pode ser.

- Milly e Molly
Aquele desenho não faz o menor sentido. O mundinho em que elas vivem só deve existir no interior da Suécia ou da Finlândia. Visitam prisão (!?), quase se esborracham num passeio de balão, vão sempre sozinhas a uma fazenda, um dos coleguinha de classe é de outro país, pobrinho e mora num trailler (e ninguém doa uma porra dum par de sapatos pro coitado). Nada faz sentido, nada. Além de viverem uns dramas meio chocantes.

- George o Curioso
ADORARIA ter esse macaquinho. É tudo que eu tenho pra dizer.

-Angelina Ballerina
Pentelha. Sempre se estabaca no chão, estragando um lanche, um cenário, uma apresentação. Queria ver no Cisne Negro, isso sim. Fora que, provavelmente por motivos de licença de uso, são seeeeeeeeempre as mesmas músicas pra tudo.

A Fabi com certeza faria um post inteiro sobre o Hi-5! Acho que vou considerar este aqui um blog deveras importante e convida-la pra publicar um texto sobre o programa! Eu não tenho nada a comentar, mas sei que ela tem uma lista quilométrica pra fazer!

Um comentário:

Fabiana Deziderio disse...

Paula.
Pensei e pensei e pensei porque Hi-5 me irrita tanto e cheguei em alguns pontos:
- eu sou da epoca de dirty dancing, flash dancing, fame e afins, o que eleva meu critério sobre coreografias.
- eu tenho pavor de musicais, só passam alguns do Woody Allen.
Acho forçado demais, normalmente não saimos cantando pelas vias praças publicas rs.
Mas eu sei lá porque joaquim gosta tanto.
E para arrematar, saber que eles fazem dinheiro com isso coroa a minha falta total e completa de paciência com eles.

Ps: o Steven nunca será um Rod Stewart, lamento amigo, mas para até pra ser cafona é necessário estilo :P

Bjs enormes.