segunda-feira, 23 de maio de 2011

Porque eu desanimo do mundo

Ontem foi dia de uma ação especial que acontece no meu bairro (acho) anualmente: uma igreja organiza um passeio de carros antigos que sai pelas ruas arrecadando donativos. É uma bagunça, uma festa. Eu adoro! Fica com cara de cidade pequena, comunidade.

Pois bem, eles se espalham pelo bairro, cada um pra um canto e eis que um pequeníssimo grupo com 3 ou 4 ciclistas, enre seus 14-16 anos e mais um adulto estavam de bicicleta pela minha rua. Os encontramos quando saímos pra tentar almoçar numr estaurante aqui perto. Eles estavam abusando um pouco na rua que é mão dupla, até falei pro Du tomar cuidado, afinal, um puta domingão de sol, céu azul, eles animados fazendo sua parte, o que custa relevar né? Beleza, estamos calmos e felizes, os meninos passam. Eis que estamos parados no farol, que mal abre e somos cortados pela direita por um Volvo acelerado. Não deu outra, empacou nos meninos de bicicleta. Estrilou, estrilou, passou e, CRIMINOSAMENTE freou pra fazer um deles se estabacar na traseira do carro!!! Fiquei absurdamente indignada.

O carro escroto parou e o Du, meu orgulho, meu marido lindo, parou atrás pra que o imbecil não fosse folgar pra cima dos meninos. O ser nauseabundo teve o desplante de reclamar que tinha tirado a porcaria do carro dele nesta semana. Eu berrando dentro do carro "então né, mais um motivo pra dirigir feito gente". O Du, mais ponderado que eu, falou pra ele ficar na dele, já tinha passado por nós, estava claramente nervosinho e acelerado e coisa e tal. Ficou todo-todo por causa da porra de um risco (CULPA DELE, CRIMINOSO). Quando viu que estava sozinho, com todo mundo em volta mandando ele circular e deixar os moleques em paz, foi. E quase bate o carro com um táxi, só pra vocês sentirem o naipe do ser. Ah, era um tiozão de uns 50 e todos anos. Imagina: um cara nessa idade fazendo isso com meninos de 15 anos! Importante que os meninos ficaram bem. Eu até falei pra eles que às vezes é melhor deixar pra lá porque nunca sabemos que louco está na nossa frente. Mas se quisessem chamar a polícia, lá estava eu de testemunha, sem sombra de dúvida.

Olha, minha vontade era de amarrar esse cara num poste e dar tanta, mas tanta porrada até ele virar um suflê. Não consigo ser uma pessoa equilibrada e não me nivelar por aí nisso, sabe? À noite, quando voltávamos pra casa, uma outra anta, num Land Rover dando farol e apertando a gente, na rua deserta. Meu pensamento: que você bata num poste tão forte que seu cérebro voe pela janela. Tô com meu filho no carro, precisa agir assim feito um ridículo? Não sabe ultrapassar o carro e ir embora, imbecil?

Aí me pergunto: tive tanta convicção de ter o Tato, será que eu deveria mesmo ter feito isso com ele, colocado ele nesse mundo cheio de gente vazia, arrogante, desrespeitosa, rasas como a Valdirene que saiu na capa da Veja São Paulo (SHAME ON YOU, VEJINHA!). Ou será que ele vai me mostrar que vai fazer a diferença nessa loucura toda? Vou começar a mentalizar que pra cada escroto tem 15 pessoas maravilhosas andando por aí na cidade. Quem sabe não é verdade.

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